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De Cara Prá Lua, De Olho no BBB 5
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Sábado, Abril 30, 2005
FÃS VERSUS FÃS
Cada dia me convenço mais que torcida de BBB é realmente bicho muito esquisito... Abraçamos com paixão determinados participantes do programa e transformamos em verdade absoluta a nossa opinião sobre eles. E no rastro dessa verdade desprezamos toda e qualquer opinião contrária ou analisamos as situações sempre sob a ótica de dois pesos e duas medidas.
Vejamos por exemplo o fascínio exercido pelos casais românticos do BBB... Li um comentário muito interessante em que a pessoa afirmava sua descrença no casal do BBB5, Alan e Grazzi, e no casal do BBB3, Dhomini e Sabrina, contrapondo como argumento que amor de verdade mesmo só o do Thyrso pela Manuela... O mais interessante é que depois de defender com veemência o romance do BBB2, ainda acrescenta que acreditar no amor de Alan e Grazzi e coisa de "mulherzinha mal amada" ... Ué... Não entendi... E quem acreditou no amor do Thyrso pela Manu é bem amada? Por que acreditar em um romance, e não acreditar em outro, faz de alguém melhor amado ou não? Na verdade, a lógica deste raciocínio é pautada em nossa paixão por esta ou aquela situação.
Além disso, comentários como este me fazem refletir... Por que quando queremos ofender uma mulher dizemos que ela é mal amada? Por que não usamos o mesmo tipo de ofensa ao querermos atingir um homem? O homem pode ser mal amado e a mulher não? Os homens são sempre bem amados? Só somos dignas de admiração se conseguimos fazer com que os homens nos amem? Esta questão do amor é indiferente quando nos referimos ao sexo masculino? Vixe! Fiquei tonta com tantas questões que passaram por minha cabeça ao ler o referido comentário...
Não sou feminista, mas sou uma pessoa que se poderia chamar de independente... Apesar de, também, odiar esta palavra, já que ninguém é completamente independente na vida, pelo menos, não em todos os momentos. Vamos colocar de uma maneira mais clara... Não fui educada para o casamento ou, melhor, para fazer minha vida gravitar em torno da necessidade de ter um homem por perto. Em minha casa minha mãe nunca supervalorizou a presença de um homem em nossas vidas.
Comecei a trabalhar aos dezoito anos, mesmo tendo uma família que poderia sustentar-me com folga e com alguns luxos de classe média alta. Mas, como tudo o que meu pai construiu foi fruto de muito esforço e muito trabalho, o valor da conquista, mesmo para as mulheres da família, sempre foi um bem muito preservado. Fui em busca de trabalho muito cedo porque acalentava um sonho de independência financeira e, atingindo este objetivo, de ser dona de meu destino. O trabalho nos dá esta sensação de liberdade. Pois bem... Casamento, marido ou amante, não fizeram parte de meus planos, e nunca achei que se não tivesse casado na vida seria uma mulher infeliz ou mal amada.
Talvez, por este mesmo motivo, o amor quando bateu na minha porta o fez de maneira livre e muito espontânea, permitindo que o ato de amor fosse suficiente para sustentar a relação amorosa. Sempre fui livre para ir e vir, jamais tive medo de fechar uma porta por não saber como pagaria minhas contas no final do mês. Enfrentei receios de fechá-las sim, mas por outros motivos e outras dificuldades... Mas nunca por sentir que estaria sendo uma pessoa menor por não conseguir me fazer amar ou por não conseguir amar determinada pessoa...
E o que é ser mal amada? É não estar amando naquele determinado momento? Porque mesmo que seja por um segundo apenas, todos nós despertamos o sentimento de amor em alguém, algum dia na vida. Por isso não entendo esta história de ser bem ou mal amada... Parece coisa muito antiga, de um tempo em que ficar para ¿titia¿ tinha um implicação pejorativa na vida de uma mulher. Coisas de um tempo onde pertencer a um homem era o ideal e um objetivo a ser atingido.
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Sexta-feira, Abril 29, 2005
FELIZ ANIVERSÁRIO MARCELO DOURADO ! !
Hoje é dia do aniversário do Marcelo Dourado. Dourado foi destaque no BBB4, além de ter se revelado uma pessoa muito carismática, este ex-BBB nunca se esqueceu de seus fãs tratando-os, sempre, com toda atenção e carinho. O carisma parece que está no sangue da família, Marcelo além de ser um ex-BBB, portanto alvo de nossa homenagem, também é sobrinho de minha querida amiga Rô... Parabéns Dourado! Sucesso em suas lutas porque é o que verdadeiramente te interessa. Sucesso na vida, muita paz e muito amor!
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Quinta-feira, Abril 28, 2005
MERCHAN OU NÃO MERCHAN, EIS A QUESTÃO
Se o namoro acabar, muitos vão dizer..."Eu não falei?". E se eles casarem, será que vão dizer que é casamento de merchan? Sei lá... Como sou uma romântica incurável, vou deixando eles viverem a vida... Já vi este filme antes, também. Manu e Thyrso foram acusados de terem sido contratados pela Rede Globo para posarem de casal... No romance da Sabrina com o Dhomini tinha muita gente boa que afirmava ser de "mentirinha", agora a bola da vez são Grazzi e Alan... Vixe! Deixa o casal namorar em paz...Torço para que eles sejam felizes... Não vou mentir...
EX-BBBS GRAZI E ALAN
Casal sensação em Fortaleza
O namoro dos ex-BBBs Grazi e Alan está mesmo firme e forte também fora do reality show. Visivelmente apaixonados, os dois desembarcaram, na última terça-feira, em Fortaleza, onde participaram de alguns desfiles, fizeram presença VIP numa loja e gravaram um comercial de um shopping center da cidade para o Dia dos Namorados. "Nossa vida está uma correria, mas estamos muito felizes", disse a loura - perfumadíssima, por sinal. As gravações do comercial foram mantidas em segredo, mas o Zoeira flagrou o casal no hotel em que estavam hospedados, próximo ao Aterro da Praia de Iracema. Foram apenas dois dias na cidade. Sim, eles ficaram no mesmo apartamento...
Fonte:Diario do Nordeste
OUTRO MILIONÁRIO NA PRAÇA?
Enquanto Alan e Grazzi estão namorando e trabalhando muito, Sammy San vai fazendo seu pé de meia e pode acabar até mais rico do que o Jean. Evidência de que não é apenas quem leva o prêmio do programa que é o grande vencedor do Big Brother Brasil... Dá-lhe Sammy!
O ex-BBB Sammy começará a administrar a franquia de fast-food que ganhou durante o BBB5. A inauguração será na próxima terça-feira, dia 3.
A loja do comerciante fica em São Paulo, no Shopping Frei Caneca, e a festa de lançamento terá dois momentos: durante a tarde, os freqüentadores do shopping poderão conferir a atuação de Sammy como administrador. Mais à noite, às 20h, uma festa será dada para comemorar a inauguração da franquia. Neste momento, estarão presentes seus amigos de programa, Karla, Jean e Pink.
Fonte: O Fuxico
ENQUANTO ISSO...
Natália Nara empacotou suas malas e mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro... É isso aí Nat, vida que segue, e, se depender de minha torcida, com muitas oportunidades...Bem Vinda ao Rio de Janeiro!
Depois de muito trabalho, devido à divulgação da revista Playboy, a ex-VJ Natália Nara já fez sua mudança para o Rio de Janeiro.
A ex-Big Brother agora mora na Barra da Tijuca, em um belo apartamento em frente à praia. De endereço novo, a bela agora decide qual curso de teatro e TV vai fazer.
Mas, o trabalho não pára. Nesta segunda-feira, dia 25, Natália participou de um evento na loja Smack, em São Paulo.
Fonte:O Fuxico
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Quarta-feira, Abril 27, 2005
PLIM...PLIM...
Vixe! Estou numa enrascada... Como é que se comenta o programa de comemoração dos quarenta anos da Rede Globo de Televisão? Falando nas pernas maravilhosas da Ivete Sangalo? Ou da triste, e fracassada, tentativa da Regina Duarte de cantar com o Ivan Lins? Ou na Xuxa demarcando terreno de que ela é a legítima representante dos baixinhos na Rede Globo? Ou nos peitinhos empinados, mas fora do lugar da Susana Vieira? Ou nas passagens mal feitas de um de um artista para o outro que estava, no início do programa, deixando um ar artificial demais nos atores e apresentadores? Sei lá...
Mas teve um momento que o programa parece que conseguiu tomar o rumo certo e tudo começou a fluir melhor... Como diria o Faustão..."Quem sabe faz ao vivo"...E foi isso que Lima Duarte fez, ao vivo e a cores, deu um show conseguindo me emocionar, pela primeira vez, ao assistir o programa. Mas tirando a tentativa, muito evidente, de querer fazer uma cópia da entrega do Oscar, no geral, foi uma bela oportunidade de assistir ao que existe de melhor na televisão prestando uma homenagem merecida a uma emissora que assegura o mercado de trabalho para milhares de profissionais.
Podemos criticar a Rede Globo pelo seu poder de mídia e pela maneira como ela o usa em determinados momentos, mas não podemos negar que é uma empresa gigantesca e muito bem administrada. A Globo foi um sonho que deu certo. Estabeleceu um padrão de qualidade em todos os níveis, desde a produção impecável de sua programação, até a criação de uma marca própria e inimitável em seus programas. Tinha um cliente que é um antigo ator de TV, vou me reservar o direito de não revelar ser nome e vocês se reservam o direito de acreditar em mim, ou não. Mas, enfim... Ele reclamava da atenção exagerada que se dava nos corredores Globais aos jovens atores, dizia que, no fundo, tinha mágoa da diferença salarial brutal paga a alguns rostos bonitinhos da emissora em detrimento dos atores mais experientes e com uma melhor formação profissional, mas era taxativo ao afirmar que nada poderia reclamar das relações trabalhistas estabelecida pela Globo e seus funcionários..."Eles são impecáveis... Bancam tudo"...
Pois é esta é a Rede Globo, objeto de críticas e amor infinito...Tanto por parte de seu elenco, mesmo que as críticas sejam de bastidores, quanto por parte do público que a prestigia diariamente... De qualquer maneira, foi um deleite assistir ao Caetano Veloso cantando com a Sandy... Uma Sandy mais adulta e, sempre, perfeitamente afinada... Ou ao divertido esquete do Casseta e Planeta, ou a retrospectiva fantástica do núcleo de telejornalismo que nos deu a oportunidade de ver, e rever, as imagens da volta de Arraes e Prestes na época da Anistia... Se emocionar, com as imagens das manifestações populares quando da morte do Tancredo... Os caras pintadas que colocaram para foro do poder o Fernando Collor de Melo, numa demonstração rara, no Brasil, do exercício da democracia... Ou lembrar de momentos marcantes e históricos tais como a queda do muro de Berlim ou o ataque às Torres do World Trade Center num fatídico 11 de setembro... Ou se deleitar com um Pedro Bial, ainda apenas jornalista, cobrindo as guerras neste mundo afora... ...
Enfim, foi uma Festa, com letra maiúscula... E a Pink, quem diria... Foi a ex-BBB escolhida para representar o programa de maior audiência, na Globo, atualmente, o Big Brother Brasil... Com direito a reprise do beijinho no Bial e esquete da Claudia Rodrigues... Vixe!
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Segunda-feira, Abril 25, 2005
Gostaria de voltar a um assunto que foi muito badalado na semana passada, mas que continua bastante oportuno. Queria falar na declaração do empresário do Jean Wyllys sobre os cachês para participar das paradas gays e o posterior desmentido feito pelo Jean através da revista G Magazine.
Primeiro, queria esclarecer que não acho nada demais que os ex-participantes do Big Brother Brasil sejam pagos para fazer eventos. Esta é a finalidade de se participar do BBB, os jogadores estão lá para ganhar o prêmio do programa ou para faturar em cima de sua participação. Já faz parte do calendário anual ter a leva de ex-BBBs disponíveis para fazer eventos. Pois bem...muitos saíram em defesa do Jean, mas dois fatos me chamaram a atenção nesta história. O assessor do Jean, que é o mesmo da Pink, foi crucificado por todos, mas fiquei pensando...
Pelo que eu li na matéria, o empresário ao ser consultado sobre a participação do Jean nos eventos gays, afirmou que ele não cobraria apenas nas Paradas Gays realizadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Achei estranho... Se ele tivesse apenas comunicado os preços da participação do Jean nos eventos, aí sim, eu poderia entender sua informação como apressada e incorreta, mas, na medida em que ele faz uma exceção às Paradas do Rio e São Paulo, fica claro que este assunto já havia sido discutido anteriormente com o Jean e acertado o que seria cobrado e quando.
Não faz sentido ter esta diretriz definida sem antes acordar, com o principal interessado, quais seriam os termos dos contratos. Até porque, pelo que tenho lido, o Kadu não é assessor do Jean por tempo integral, ele foi contratado pelo vencedor do BBB5, apenas para fechar alguns contratos para o baiano. Portanto, muito provável que tenha sido discutido, quais contratos seriam negociados. Ele não é um porta voz... O centro das decisões encontram-se, sim, nas mãos do Jean.
Segundo, por que logo Jean e Pink, cuja aposta da Rede Globo está mais do que evidente, teriam um péssimo assessor? Não faz sentido. O pessoal da Globo conhece melhor do que ninguém este meio de assessores e empresários, e não deixariam que Jean e Pink fossem os piores assessorados da turma do BBB5... Portanto, menos, bem menos, quase nada, antes de se colocar nos assessores toda a culpa pelos erros da galera...Também acho que devemos parar de creditar ao assessor dos ex-BBBs o direcionamento de sua vida particular. Na verdade, ao mandarem suas fitas ou, ao serem contatados, para participar do Big Brother Brasil, as pessoas colocam muitos sonhos e expectativas em sua participação. Cada um tem um anseio e um desejo que gostaria de ver realizado.
Há algum tempo atrás, um pouco antes de começar o BBB5, fizemos uma campanha na net, a favor da participação da Regina Ribeiro no Big Brother Brasil. Na época fiquei intrigada em qual seria o interesse da Regina em participar do reality show, até que um dia recebi um email dela me contando a história que gostaria que fosse divulgada com sua participação. Regina, ao ficar viúva em seu primeiro casamento, foi afastada de seus filhos pela família do falecido marido e não os vê há mais de dez anos. As crianças nunca mais tiveram contato com a mãe e, pelo que parece, nem sabem de sua existência. História triste, não? Triste e verdadeira.
Pois é... Assim como Regina, milhares de pessoas mandam sua fitas para a Rede Globo na esperança de mudar alguma coisa em suas vidas. Casos como o da Regina não devem ser a maioria nas história dos aspirantes a participar do jogo, mas acredito que existam muitas histórias de vida querendo ser contadas. Mas, no desejo de tanta exposição de sua privacidade, parece que eles buscam, principalmente, mudar sua condição financeira ou realizar um sonho de ser artista e estar na mídia e na telinha da TV. Pois é... A decisão de abrir mão de determinadas coisas em detrimento de outras, parte, principalmente, do desejo dos ex-BBB´s. Portanto, tem empresário mau caráter neste meio artístico? Aos montes. Resta ficar atento e saber escolher. Mas nem todo o ônus do fracasso pode ser creditado aos assessores, assim como, nem todo bonus do sucesso pode ser creditado aos assessorados...
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Carolina Bittencourt e Grazielli Massafera
Agora entendi porque a Du Loren está pensando no nome da Carolina Bittencourt para substituir Miss Grazzi em sua comercial junto com o Alan. Além da modelo estar muito em evidência, após o espisódio no casamento da Daniela Cicarelli, ela e Miss Grazzi fotografam de maneira muito parecida... Bem... Esta é a Vip, deste mês, com a presença da Grazzi na capa.
Fotos:Revista Vip
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Domingo, Abril 24, 2005
Pois é... Miss Grazzi está preservando sua imagem para tentar garantir um programa infantil na Rede Globo de Televisão. Torço, de coração, para que a Grazzi consiga seu programa na poderosa emissora. Estou apostando minhas fichas em sua assessora, a Márcia Marbá, que sempre se mostrou uma pessoa séria e competente, além de muito bem relacionada.
Mas para mostrar que a trajetória de quem sai de um programa como o Big Brother Brasil é de muito trabalho e perseverança, nada cai no colo dos ex-BBB´s sem muito esforço e trabalho, a indústria de brinquedos Estrela está lançando uma boneca com o nome da Sabrina Sato. O lançamento acontece nesta quarta-feira, dia 27 de abril, às 16 horas, no stand da Estrela, na Feira de Brinquedos da Abrin.
Assim como Miss Grazzi, Sabrina Sato, quando saiu da casa do BBB3, tinha um forte apelo junto ao público infanto-juvenil. Mas, talvez, ciente de que a fama de ex-BBB é efêmera, Sabrina parece nunca ter recusado os convites que recebeu ao longo desses dois anos. O resultado está aí, apesar de já ter posado para a revista Playboy duas vezes, Sabrina soube manter seu apelo junto aos jovens e crianças. A Estrela não apostaria no lançamento de um brinquedo sem muita pesquisa de mercado envolvida.
Miss Grazzi é, até esta edição, a única participante que demonstrou o mesmo carisma da Sabrina, que envolveu-se numa relação amorosa na casa do Projac, mas não perdeu seu lado menina e moleca... Miss Grazzi também tem tudo para dar certo. Resta saber trabalhar sua imagem e agarrar todas as oportunidades. Dá-lhe Miss Grazzi! Continuamos na torcida. Parabéns Sabrina Sato por mais esta conquista!
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Sábado, Abril 23, 2005
Presença de Alan e Grazzi no programa Zorra Total... O casal foi convidado para participar de um comercial da Du Loren, no entanto, Miss Grazzi foi aconselhada a não aceitar o convite, e, ao que tudo indica, o Alan fará o comercial sózinho, com a presença de outra modelo. Este é o segundo convite recusado pela Miss, o primeiro foi para ser capa da Revista Playboy. Grazzi tem esperança de ser contratada pela Globo apresentando um programa infantil... Espero que sua empresária seja mesmo poderosa, já vimos este filme antes no BBB4, com a Juliana Lopes.
Sei que a empresária da Grazzi é a irmã da Angélica e, consequentemente, cunhada do Luciano Huck, portanto, pessoa com trânsito livre nos corredores Globais... Sei, também, que assessorar a Grazzi e depois levá-la ao fracasso, não ficaria bem no currículo de nenhum empresário, no entanto, continuo achando estranho que a Xuxa abra mão de ser a Rainha dos Baixinhos para deixar o espaço livre para Miss Grazzi... Na minha opinião, o mais provável é que a Xuxa esteja "segurando" o horário até que a Sasha tenha idade suficiente para substituí-la...Seria o mais provável, o mais lógico, e falta muito pouco. É questão de mais uns seis a sete anos... Por outro lado, Angélica, ainda é jovem o suficiente para atrair o público teen, apesar da maternidade recente, a apresentadora ainda não tem perfil para um programa mais adulto...
Portanto, onde se encaixe Miss Grazzi na grade da emissora? Espero que os fãs da Miss tenham uma resposta urgente a esta pergunta. Se existe algum contrato, em negociação sigilosa, já está mais do que na hora da Rede Globo liberar estas informações para a mídia... Ou correm o risco de queimar a imagem da Grazielli, o site Virgulando já começou a fazer insinuações maliciosas a respeito da Misss... Abre o olho Rede Globo!
Neste sábado, dia 23, o Zorra Total, da Globo tem a participação especial dos ex-BBBs Grazielle e Alan.
No quadro Chapinha, com Agildo Ribeiro, Grazi interpreta uma miss boa de garfo, que é convidada para julgar um concurso de macarronada.
O mineiro Alan vence o concurso, apesar da receita não ser a melhor. Os olhares de Alan para Grazi conseguem conquistar, ao mesmo tempo, coração e estômago.
Matéria na Íntegra: O Fuxico
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Nunca acreditei muito nesta história de que a torcida pelo Jean, no BBB5, indicasse uma mudança de mentalidade em relação aos homossexuais no Brasil. Quando muito, mostrou uma característica tolerante do público que assiste à TV e uma solidariedade a uma pretensa injustiça, praticada contra o jogador que se declarou gay na primeira semana do jogo. Digo pretensa injustiça porque, na verdade, não existe injustiça alguma em se montar uma estratégia em torno da eliminação de um determinado jogador no jogo Big Brother Brasil. Este tipo de jogo nem é privilégio desta quinta edição, já havia sido testado na terceira edição contra o Dhomini e na quarta contra a Juliana Lopes. Portanto, nada de diferente ou, pior, de diabólico no jogo da Tropa. Na verdade, ao usar a bandeira do preconceito contra a sua orientação sexual, o Jean transformou uma simples estratégia de jogo numa luta, no BBB5, contra uma causa social.
Pois é... Findo o jogo é hora da gente refletir na real conquista dos homossexuais com a vitória do Jean Wyllys. Que atitude foi mudada, de fato, em relação ao preconceito contra o diferente no Brasil? E não me refiro aos gays ligados à intelectualidade, ou às profissões glamourosas, estou falando daquele que expõe sua sexualidade nas calçadas em busca de um parceiro que lhe garanta a féria do dia e, por isso, leva porrada da polícia... Ou daquele que esconde sua sexualidade por pertencer a profissões intolerantes, tais como um profissional de carreira nas forças armadas... Ou, quem sabe, dos inúmeros homens casados que fazem do matrimônio um esconderijo para o seu verdadeiro desejo... Ou mais ainda, daqueles casais homossexuais que querem assumir sua relação, casar, adotar um filho. Porque o desejo do casamento nas relações homossexuais vai além de uma fantasia romântica, tem a ver com garantia financeira.
Como fica nossa tolerância ao permitirmos que uma criança seja educada no seio de uma família tão pouco ortodoxa? Será que a orientação sexual do casal é determinante na formação do caráter de uma pessoa? Num Brasil povoado por crianças abandonadas nas ruas, o que será melhor, ou pior? Que elas tenham um lar, mesmo que fuja às regras de nossa sociedade, ou que continuem no abandono? Mas será que permitir o casamento entre homossexuais, e a consequente adoção de filhos, teria um reflexo importante nestas questões sociais que afligem a sociedade brasileira? São muitas dúvidas, mas todas envolvem o limite da tolerância que foi demonstrada pelo público que deu a vitória a um homossexual assumido, na última edição do Big Brother Brasil.
Pois é... O Congresso espanhol acaba de aprovar a legalização do casamento entre os homossexuais com todas as implicações decorrentes do fato...Divisão de bens, adoção de crianças... Num país predominante católico, num momento em que assume a liderança da Igreja Católica um Papa que é a síntese de todo um pensamento conservador, um governo socialista caminha na aprovação de uma lei que coloca em pé de igualdade as relações amorosas, independente de serem hetero ou homossexuais. Passando pela aprovação do Senado, a Espanha, precedida pela Holanda e pela Bélgica, será o terceiro país do mundo a legalizar o casamento entre homossexuais. Não levando em consideração a proliferação de Paradas Gays pelo país, que acabaram se transformando muito mais numa festa do que num grito ideológico, o que avançamos, aqui no Brasil, nesta discussão que envolve um anseio de uma parcela de nossa sociedade? O que, de concreto, muda com a vitória do Jean no BBB5?
Oposição da Igreja não demove Zapatero de cumprir promessa
A proposta governamental modifica o Código Civil em 16 artigos, substituindo as palavras "marido" e "mulher" por "cônjuge" e "pai" e "mãe" por "progenitores". A alteração mais significativa é, no entanto, aquela que refere que "o matrimónio terá os mesmos requisitos e efeitos quando os contraentes sejam do mesmo ou de diferente sexo".
Outra alteração importante é a autorização da adopção de crianças por casais homossexuais, um dos pontos mais contestados do diploma. A Igreja fez uma forte campanha contra a proposta, e ainda esta semana vários grupos religiosos lançaram um derradeiro apelo ao governo para não alterar o Código Civil.
Matéria na Íntegra: Correio da Manhã
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Sexta-feira, Abril 22, 2005
Sexta-feira, dia de falar de amor e paixão...Talvez amar seja uma das missões mais impossíveis na vida. Aparentemente produto de fácil consumo, o amor dá trabalho, requer dedicação, atenção e muito investimento. Amar dói... Aperta o peito, faz chorar... Mas, ao mesmo tempo, faz a gente crescer e encontrar um outro sentido na vida. Ninguém vive sozinho, triste daquele que professa sua solidão como uma bandeira, um estilo de vida. Na verdade, a solidão é um escudo. A solidão é egoísta, quer que o sofrimento seja só dela, não gosta de partilha ou de entrega...
Talvez por este motivo os romances no Big Brother Brasil acabem tomando uma dimensão que ultrapassa a paixão do casal. Além de projetar no outro um desejo secreto, de amor e paixão, é no romance que observamos as facetas mais interessante dos participantes de um reality show. No amor nos revelamos, nos mostramos frágeis, carentes... Amor é abandono. Existe muita entrega num beijo, num olhar, ou nas carícias trocadas embaixo do edredon. No amor, o jogador deixa de ser jogador, passa a ser amigo, companheiro, amante. Mesmo que seja apenas por três meses, é na troca de carinhos que os casais vão desabrochando para o público e mostrando seu lado mais íntimo. Talvez por este motivo ao saírem da casa deixam tantas aflições e expectativas. Fãs ardorosos vagueiam à caça de notícias que lhes confirmem que não erraram ao apostar que cada gesto, cada olhar, cada carinho, tinha exatamente o significado percebido no decorrer do programa.
O amor no BBB é redentor... Transforma o perfil dos envolvidos... Assim como na nossa vida. Na minha vida, sempre foi muito fácil viver a paixão. Sou movida pela emoção, sempre. A razão quando eu nasci devia estar de férias... Mas demorei um pouco para aprender sobre o amor. Tive diversas paixões, mas poucos amores, talvez, apenas um. Apesar de não acreditar em amor único e verdadeiro. Não que eu ache que ele não exista, mas não acredito que seja uma regra absoluta. Graças a Deus. Porque senão, seríamos incapazes de buscar nossa felicidade quando o outro deixa de nos amar, ou nos tornaríamos algozes do outro ao deixar de amá-lo ou, então, seríamos reféns da morte...
Amor e paixão, casamento perfeito. A paixão é o aprendizado para o amor. Ela nos ensina sobre a emoção, sobre a perda de limite, da individualidade, sobre se dissolver nos braços do outro até se transformar em apenas um. A paixão é o presente. Mas o amor...Ah, o amor... Este nos ensina a entrega, a partilha, a mudança, o crescimento. O amor se baseia na construção, na conquista de todos os dias, na comunhão. Diferente da paixão, o amor tem alicerce, cria raízes. O amor é o futuro...
O amor nos torna mais flexíveis, nos dá capacidade de olhar e entender o outro. Enquanto no amor somos generosos, na paixão somos egoístas. Paixão e amor não são uma coisa única, e tenho dúvidas se sempre andam acompanhados um do outro, porque a paixão vive sem o amor, mas não sei se o amor nasceria sem o tempero da paixão...
Foto: Alan e Grazzi In Love
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Quinta-feira, Abril 21, 2005
UMA PAUSA NO ASSUNTO BIG BROTHER BRASIL
Não vou me alongar demais neste assunto porque não sou uma especialista em teologia e nem em História da Igreja Católica... Mas faço parte do mundo contemporâneo e algumas questões vieram-me à cabeça na eleição do novo Papa e do perfil escolhido pelo conclave reunido em Roma.
O Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, faz parte do setor mais conservador da Igreja Católica. Foi um dos responsáveis pela punição aos padres no mundo inteiro que praticavam um sacerdócio baseado no envolvimento da Igreja no combate à injustiça social, com base na Teologia da Libertação. Aqui no Brasil este movimento da Igreja Católica atingiu, em 1985, com o voto de silêncio, o Frei Leonardo Boff que sempre se empenhou na diretriz de uma Igreja com rosto popular, voltada para um envolvimento crescente com as populações carentes no Brasil... "A igreja está no meio do povo, se relaciona direto com as comunidades e não pode fazer da religião um mero fator de acomodação e de indiferença histórica"... Leonardo Boff acabou solicitando seu desligamento da Ordem dos Franciscanos por questionar grande parte dos dogmas da Igreja católica.
O novo papa comunga a obediência cega a estes mesmos dogmas, defende com ardor a posição da proibição do uso de preservativos ou pílulas anticoncepcionais para o controle da natalidade, é contra a prática do sexo antes do casamento, não acredita no diálogo com outras religiões, colocou-se contrário à comunhão dada aos homossexuais e ao uso de preservativos para combater o avanço da Aids. O então, Cardeal Ratzinder defendeu a abstinência sexual e a fidelidade no casamento como os meios para se impedir o avanço da epidemia. Enfim, as crenças do novo Papa tranca a Igreja Católica à sete chaves dentro de um mundo que tem mais a ver com o século XII do que com o século XXI. Se os ventos que sopraram a fumacinha branca da chaminé no telhado da Igreja de São Pedro continuarem no rumo das posições políticas adotadas pelo então Cardeal Ratzinger, a Igreja Católica ficará a margem do mundo moderno.
Fico pensando... Como pode uma instituição, tão poderosa quanto à Igreja Católica, ignorar as contradições do mundo em que vivemos? Como pensa em crescer uma doutrina que ignora os avanços tecnológicos e científicos da humanidade, fechando os olhos para anos de história e conquistas do homem contemporâneo? Como dialogar com as camadas mais necessitadas do planeta ignorando a existência da injustiça social e da má distribuição de renda? Muitos podem argumentar que esta não seria uma tarefa da Igreja, e sim do Estado. Mas, primeiro, Igreja e Estado sempre se confundiram ao longo da História. Segundo, como difundir uma doutrina sem falar a linguagem de seu interlocutor, sem ouvir os anseios de seu rebanho...?
Ao longo dos anos a Igreja Católica veio perdendo, cada vez mais, espaço entre as camadas jovens da população e entre os mais carentes. O trabalho dos setores progressistas na Igreja contribuíram muito para diminuir este abismo e aproximar do Catolicismo àqueles que se encontravam insatisfeitos com as respostas ultrapassadas de uma Igreja distante e elitizada. E agora? Como será o "andar para trás" que se anuncia com a divulgação do nome do novo chefe da Igreja Católica?
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Quarta-feira, Abril 20, 2005
Terminada a quinta edição do Big Brother Brasil, a mídia lotou com notícia dos participantes do BBB5... Mas, lástima das lástimas, parece que esta última edição limitou-se a ter apenas cinco jogadores... Jean, Pink, Sammy, Alan e Grazzi. O restante do grupo passou em brancas nuvens, salvo uma menção, aqui e ali, da aparição das Meninas Blush em revistas masculinas. Os fãs dos cinco finalistas exaltam seus preferidos, e fazem do fato de apenas estes jogadores estarem na mídia, um grau de excelência destes participantes, e demérito para os demais...
Primeiro, acredito, que aquilo que assistimos na mídia, após o término do BBB5, tem pouco, ou nada, a ver com as qualidades, ou defeitos, analisados pelo público durante os três meses de programa. Os participantes desta edição foram tão interessantes quanto o das anteriores. A única grande diferença, que é perceptível, nesta edição, é o grau de escolaridade que, desta vez, juntou professor universitário, médico, engenheiro, administrador de empresa. Nível universitário restrito à ala masculina do BBB5, já que nenhuma das meninas possuía um diploma de terceiro grau, apenas Natália Nara e Karlinha freqüentavam os bancos de uma faculdade... O fato de juntar tantos profissionais liberais talvez tenha contribuído, apenas, para atrair um outro tipo de público, mais crítico e que desta vez até embarcou na onda de acompanhar o desenrolar da novela BBB.
É inegável que a participação do Jean atraiu uma parcela de público que sempre foi muito cética em relação ao encanto de "dar uma espiadinha" na vida alheia. Talvez esta nova onda criada no BBB5, seja a responsável pelo fascínio gerado em alguns artistas globais, jornalistas e profissionais de outros setores mais charmosos de nossa Economia.
Sempre admirei muito o trabalho do Serginho Groismann, muito antes dele ir para a Rede Globo. Acho o Serginho um profissional inteligente e que, mérito dos méritos, conseguiu passar pela padronização Global, sem ter sua atração na emissora pasteurizada pelo padrão Globo de qualidade. Pois é... Quando o Serginho abre seu espaço para uma participação especial do vencedor do BBB5 é um fato que nos faz refletir... E não acho que exista uma pressão da Rede Globo para enfiar "goela adentro" a participação do Jean no Altas Horas, era visível a satisfação do apresentador com seu convidado. Tenho uma irmã, professora universitária, com Doutorado, livros publicados, que nunca se interessou em assistir ao Big Brother Brasil, pelo contrário, sempre me criticou, mas que desta vez, graças à participação do Jean, tinha opinião sobre tudo e sobre todos no BBB5... Achei muito engraçado...
Mas o que mudou, afinal? Talvez muito pouca coisa, talvez, apenas, este assédio em cima dos finalistas do BBB5 tenha mudado um pouco de qualidade, mas será que isso é garantia de um sucesso mais duradouro e consistente? Pode ser que sim... Pode ser que não... Tudo vai depender de como será o desenlace das contratações do Jean e da Pink pela Rede Globo... Afinal, estas contratações não são nenhuma novidade. Em edições anteriores, tivemos a contratação do Thyrso pela Ana Maria Braga, da Vanessa, do BBB1, para contracenar numa novela Global, do Bambam no Programa do Didi, da Helena Louro no cast de Zorra Total... Enfim, a Poderosa já havia aberto suas portas para outros participantes antes do BBB5. Mas, onde estão, hoje, estes queridos ex-BBB´s? Ainda lutando, assim como os demais, para conquistar um lugar ao Sol...
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Terça-feira, Abril 19, 2005
Estava com férias marcadas. Sem rumo, sem planos, meio a lá Caetano, sem lenço e sem documentos. Um dia recebi o telefonema de uma amiga..."Vou visitar a Cecília em Roma" ... Cecília era prima da Marta, morava na Europa porque o marido havia sido convidado para exercer um cargo numa empresa multinacional...."Você vai para a Itália? Quando?"... "Daqui a quinze dias. Estava planejando faz tempo, não havia te contado antes porque nunca consigo te achar em casa"... Foi muita tentação. Era solteira, não tinha marido, filhos, já morava sozinha, portanto, não precisava do aval de ninguém..."Telefona para Cecília e pergunta se eu posso ir também"..."Você? Oba! Vai ser o máximo nós duas soltas no mundo" ...
Acertos feitos, malas prontas, cartão de embarque na mão. Marta era minha amiga de longas datas. Havíamos freqüentado a mesma Universidade, eu era madrinha de seu segundo filho. Tínhamos certeza que esta seria uma viagem dos sonhos... Como estávamos enganadas, passamos por um verdadeiro inferno. Tivemos nossa amizade testada de todas as maneiras possíveis, e voltamos, no mesmo vôo, duas amigas mudas e aborrecidas uma com a outra. Conviver com o outro é muito complicado. Seja numa relação afetiva, seja na relação de amizade, as dificuldades sempre aparecem. É na convivência diária que revelamos nossos piores defeitos, nossas maiores esquisitices. E mesmo que tenhamos inúmeras qualidades, infelizmente, na vivência do dia a dia, os defeitos acabam pesando bem mais do que as qualidades das pessoas.
Fiquei pensando... Se viajar com uma amiga de tantos anos, pessoa de minha confiança, por quem eu tinha um imenso carinho, acabou num enorme stress, como deve ser terrível a situação de confinamento e a convivência forçada, a que são sujeitos os participantes de um Big Brother Brasil. Lidar com pessoas completamente desconhecidas, com hábitos diversos, culturas e educação diferentes... Tarefa de titãs... Pois é... Nossos brothers e sisters são verdadeiros titãs ao aceitarem o desafio de enfrentar um jogo, que tem no isolamento e na convivência forçada, a base de seu script. Com o agravante da disputa pelo dinheiro e do fato de estarem sendo observados, como cobaias de laboratório, através das lentes de um microscópio gigantesco que amplia os defeitos e qualidades, de maneira irreal e bastante cruel...
E por mais que a produção do BBB tente fazer do jogo uma grande novela, não existem personagens fictícios, nossos atores, e atrizes, usam seus verdadeiros nomes, seu script é traçado no escuro, sem pesquisa conhecida do ibope... Pelo menos é assim que deveria ser, apesar de isso não ter acontecido para alguns dos participantes deste BBB5. Mas esta já é uma outra história...
No caso da Karlinha, sua atuação no Big Brother Brasil pode ser enquadrada na situação descrita. Sem recados de casa, sem feedback do público, sem dicas do Bial, Karla fez o melhor que pode e da maneira que sabia fazê-lo. Errou? Sim, assim como erraram todos os jogadores de todas as edições que assistimos até o momento.
Mas, será que os pecados cometidos pela Karla não tem perdão? Nem fora do jogo? Acho que o público que está agredindo a ex-BBB no Fotolog da Karla está muito equivocado em suas ofensas lançadas a Karlinha. Parece que o grande erro da Karla foi querer seduzir. E qual é o grande problema da sedução? Este é um jogo usado por todas as mulheres bonitas que passaram pela casa do Projac. O problema é que na irresponsabilidade das edições da produção do BBB, na questão maniqueísta da luta do bem contra o mal, na satanização dos membros da Tropa, na história em quadrinhos dos super heróis redentores, a sedução da Karla acabou mexendo com um reduto muito hipócrita e preconceituoso da net.
Infelizmente, apesar de ser uma lugar importante de debates, a net acaba canalizando muitas frustrações e ressentimentos, que, na grande maioria dos casos, nada tem a ver com o objeto da ofensa. No caso da Karlinha, tenho certeza que não. Por isso venho aqui em defesa da Karla Patrícia que teve a infelicidade de estar presente nesta edição tão marcada pela manipulação e pela injustiça. O jogo acabou... Deixem a Karla ser feliz...
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Segunda-feira, Abril 18, 2005
A Rô deve estar feliz. O Dourado está indo pra casa descansar. Não foi desta vez, mas tenho certeza que ainda ouviremos muitas boas notícias deste ex-BBB, que deu muito o que falar no BBB4. Força Dourado! Estamos torcendo por você!
SEGUNDA LUTA DE MARCELO DOURADO
Após sua saida da casa mais vigiada do Brasil, o gaúcho Marcelo Dourado lutador de vale-tudo realizou duas lutas, sendo a última feita em Natal - RN no evento Brazilian Challenger, organizado por Conrado Carlos.
Sua apresentação foi incrível e a luta foi muito dura contra Jorge Rodrigues, onde o ginásio pegou fogo! Dourado pode contar com as marcas HANDS OFF e DOGI para subir no ringue... A noite prometia ser sangrenta e realmente foi... depois de muitos socos e chutes, Dourado foi nocauteado no segundo round com um soco no queixo, adiando mais uma vez sua vitória!
Seus planos agora, são passar duas semanas descansando depois de 02 meses de treinos... Sua prioridade é passar por sua cidade Natal (Porto Alegre) para matar saudade de seus amigos e familiares, depois pretende visitar seu pai em Santa Catarina e finalizar suas "férias" em Sampa para divulgar seus planos e novas lutas marcadas! A intenção é visitar o maior número de rádios, emissoras e portais levando debaixo do braço a fita exclusiva de sua luta em Natal para provar ao público e fãs a dureza que passou!
Por: 2A Comunicação.
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Fiquei imaginando tio Boninho com o controle total da vida, e destino, de 16 pessoas durante o longo período de um ano... Como seria? Será que este formato daria certo no Brasil? A matéria fala que os alemães são "fãs ousados de reality show"... Mas será que nós, brasileiros, ficamos tão atrás assim da Alemanha? Não diria que nossos fãs são ousados, acho que o fã brasileiro, de BBB, é compulsivo... Mesmo depois de terminada a edição do ano do Big Brother Brasil, a gente não "larga o osso". Já que nós inventamos a novela BBB, imagino, que aqui no Brasil, seria um grande novelão, daqueles intermináveis... Da maneira como foi dirigida a quinta edição do programa, com certeza, teríamos um drama de novela mexicana. Fico pensando... Um ano confinados... Vários casais surgiriam, paixões, traições, e, sonho da galera, até um bebê bigbrodiano. Será que os pais dariam o nome de "Bial" à criança? Se fosse filho da Pink, com certeza. Vixe! Isto é assunto para mais de metro... Volto a ele mais tarde. Por enquanto, vamos pensando nas possibilidades...
TV alemã é a primeira a apresentar "Vila Big Brother", novo formato da Endemol
MANOELA PEREIRA
em Cannes, França
Imagine que em vez de ficarem confinados numa única mansão, os 14 participantes do "Big Brother Brasil" tivessem de passar uma longa temporada em uma cidade cenográfica, com aparência e infra-estrutura de vilarejo: rua iluminada, praça com jardins e bancos, diferentes tipos de casas, loja, oficina mecânica, academia de ginástica, animais soltos... Pois esta "realidade", que no Brasil ainda não tem previsão de ser produzida, é a maior aposta da Endemol para o mercado europeu.
Durante o MIPTV-MILIA, maior feira de conteúdo televisivo da Europa, que termina nesta sexta-feira (15), em Cannes, "Big Brother - The Village" ("Vila Big Brother") ganhou espaço diferenciado no nicho da produtora holandesa, que ficou conhecida depois de exportar para o mundo o formato que desencadeou a febre dos "reality shows".
E muito mais que um mero projeto de holandeses criativos, "Big Brother - The Village" já saiu do papel: o programa estreou há cerca de um mês no canal alemão RTL2 e, segundo representantes da Endemol no MIPTV, tem tido uma ótima (e já esperada!) aceitação por parte da audiência local.
LUTA DE CLASSES
"Big Brother Das Dorf", a versão alemã do "Vila", também quer testar a resistência de participantes que não se conhecem, através de uma convivência forçada. O novo modelo, no entanto, acrescenta à formula alguns ingredientes que fazem com que essa temporada no programa não seja tão "gostosa".
O novo "reality show" dura 12 meses e, logo que entram no vilarejo, os 16 participantes são divididos em três grupos, que também determinam suas classes socias: os "helpers" (trabalhadores), os "assistants" (assistentes) e os "bosses" (chefes). Isso significa que parte dos "brothers" alemães terá de dar duro para conquistar uma vida mais confortável dentro do confinamento.
O trabalho no vilarejo é obrigatório e os participantes exercem funções que correspondem aos grupos socias ao qual pertecem. Há três locais de trabalho na vila: a fazenda, a oficina mecânica e o ateliê de moda; cada um desses "empreendimentos" tem um chefe, dois assistentes e dois trabalhadores.
Para garantir isolamento total dos participantes, um vilarejo fictício de 5.000 metros quadrados foi construído bem longe da metrópole, numa região próxima à cidade de Colônia, no noroeste da Alemanha. O sucesso do "reality show" chega a ser tão grande que o canal de TV vende ingressos para quem quiser participar do programa ao vivo, dentro do vilarejo, no dia da eliminação.
FENÔMENO
Mesmo com o inegável sucesso, é provável que a Alemanha não sirva de exemplo para a maioria dos mais de 30 países que já se renderam ao formato "Big Brother".
Considerados "fãs ousados" do "reality show", os alemães estão na sexta edição do programa e, antes mesmo de apostar no "Big Brother Das Dorf", o canal RTL2 chegou a exibir uma edição longa, com um ano de duração --a edição convencional dura no máximo 100 dias. Na ocasião, o vencedor levou pra casa 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 4 milhões), ou seja, um prêmio quatro vezes maior que a bolada que o professor Jean Wyllys faturou na última edição do "Big Brother" brasileiro. Haja folego!
Fonte: UOL
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Domingo, Abril 17, 2005


Desde que se tornou amigo do Jean Wyllys, durante a quinta edição do BBB5, Alan Henrique passou a ser admirado pela galera GLS. Amizade que causou polêmicas e que continua sendo motivo de especulção, já que Alan não tem o menor cuidado de esconder, ou disfarçar, a admiração e o carinho que tem pelo baiano. Ultimamente, eles vem afirmando que dividirão o mesmo apartamento, junto com Miss Grazzi, aqui no Rio de Janeiro. Acho muito interessante esta postura do mineiro. Mexe de maneira muito mais profunda com o preconceito, que existe contra os homossexuais, do que a própria afirmação do Jean, na primeira semana do jogo, de que ele seria gay.
Uma coisa é as pessoas dizerem que aceitam o fato do outro ser diferente, outra coisa, muito mais difícil de digerir, é aceitar que um homem heterossexual possa dividir o mesmo teto com um homossexual sem ter medo das "brincadeiras" que tal parceria, sem dúvida nenhuma, será alvo. É neste momento, que surgem as chacotas veladas, as palavras de duplo sentido, a intolerância em conseguir aceitar que alguém tenha uma atitude tão calma, e displicente, em relação à orientação sexual alternativa de um amigo. Mesmo afirmando o contrário, começa-se a atiçar a pulguinha do preconceito, colocando-se em dúvida, inclusive, a verdade, ou não, do namoro do Alan com a Miss.
Na verdade, questões que envolvam a sexualidade do Alan, ou do Jean, ou o namoro da Miss com o Alan, só interessam aos envolvidos. Talvez, até a questão do namoro, ou não, do casal romântico do BBB5, seja um pouco mais do domínio público, já que eles estão cativando as pessoas, e garantindo muitas das participações nos eventos, em torno da curiosidade existente a respeito do casal. Mas aí, a verdade do romance será uma responsabilidade partilhada pelo Alan e pela Grazzi, eles é que terão que prestar contas desta história aos milhares de fãs que eles conquistaram durante, e depois, do BBB5. Mas, devemos ser cuidadosos com nossa curiosidade, pois ao saírem da casa do Projac, eles deixam para trás parte da vida que partilharam com o público. Por isso o que estou me propondo a discutir é como o preconceito aflora quando a situação deixa de se localizar apenas no "outro campo".
Já afirmei aqui uma vez, e repito, é fácil nos colocarmos isentos de preconceitos quando conseguinos traçar um limite que permita que o "diferente" não invada nossos valores tão arraigados. Ou seja, é mais fácil aceitar que o Jean seja gay, lá na casa dele na Bahia, do que aceitar que ele seja gay e vá dividir o teto com um homem que seja heterossexual. É tranquilo dizer que não se importa que um amigo namore com outros homens, ou uma amiga com outras mulheres, desde que este namoro não aconteça em nossa sala de estar, na presença de nossos filhos. Pois é... Questão difícil esta... Ultrapassar o limite de anos de educação e cultura latina... Bem... Esta aí uma entrevista do Alan concedida ao Parou Tudo , o Portal GLS de Brasília e Goiânia.
Você já conhece a família da Grazi?
Na terça depois da final, eu gravei uma matéria pro vídeo show como se eles fossem me apresentar pro pai dela. Já conhecia o irmão dela. Foi tranqüilo.
Pedido oficial?
No programa da Ana Maria rolou uma brincadeira. "O Sr. deixa eu namorar sua filha? Sério? Namorando a gente já tá". O pai dela pra mim: "beijou, agora vai ter que assumir, agora tem que casar".
E a Grazi sai ou não na Playboy?
Não tive participação nas negociações. Acho legal o que ela quiser fazer, ela tem uma cabeça ótima, pode fazer o que quiser que eu assino embaixo.
Você já conhece Brasília?
Não conheço, tenho muita curiosidade. Só não sei se vou conseguir, não conheço nada aqui, precisada de um guia (risos). Se alguém quiser vou botar uma faixa aqui... (risos)
Você participou do programa da Pink?
Gravei. Era como se eu fosse um cliente do salão dela. foi bem rápida a minha participação, foi legal.
Você vai abandonar a engenharia?
Na verdade eu trabalhava com meu pai. Ele tinha uma empresa e com isso tudo (BBB) eu saí, com apoio total dele. Já modelava antes do programa. Tenho que aproveitar a minha exposição, esse momento, que pode acabar dependendo de como eu conduzir a minha carreira. Quero fazer coisas bacanas, que combinem comigo, que eu goste de fazer, não quero me meter em nenhuma furada, quero seguir um caminho legal, e que isso determine a minha vida.
Assédio: é gostoso, não assusta, todos chegam pra conversar na boa, tirar foto, pegar autógrafo, dar beijos. Tem assanhadas e assanhados, mas tiro de letra.
Dinheiro: não deu pra comprar a moto nem vai dar pra viajar pro Egito (risos).
O que é ruim em ser um big brother?
Não visualizo até agora nada que me afete. Se você sai de lá com as pessoas tendo uma má impressão ao seu respeito, pode ser que seja ruim. No meu caso, não encontrei ninguém que chegasse pra mim pra discutir comigo...
E falando em assédio, você escutou piadinhas por sua amizade com o Jean?
Escutei várias. Pra mim pouco importa. Tenho plena consciência do que aconteceu lá e o Jean também. Eu e ele nos tornamos grandes amigos. Nos falamos todos os dias. Eu Jean e Grazi, minhas amizades são essas lá de dentro. Quero ligar pra todos, encontrar com todo mundo, não tenho o que reclamar de ninguém, porque saí na boa. Essa questão do Jean é uma questão de interpretação. Se as pessoas acham que um heterossexual não pode ter amizade com um gay, o que posso fazer? Não posso mudar a cabeça das pessoas.
Ainda sobre o assédio, especificamente dos gays, mudou alguma coisa? Você já vivia num meio dominante gay que é o da moda, como lidava com isso? Você tinha ou tem amigos gays?
Tenho milhares de amigos gays, tenho grandes amigos que são gays. Freqüento boates na sua grande maioria boates GLS, adoro, adoro a música, o ambiente, as pessoas. Então, cara, isso pra mim é tão comum, é tão normal... que as pessoas fazem talvez alarde assim, "ah, ele é amigo do Jean", isso pra mim é comum.
Sobre a questão do preconceito, e ainda falando do Jean, sobre o posicionamento dele em relação ao Rogério e ao PA? Eles foram com vocês a Le Boy e a reação do público a eles não foi nada boa. Você acha que o Jean foi político demais, agiu corretamente? Porque ele se posicionou, falou que não teria aproximação com essas pessoas fora da casa...
É o seguinte, essa festa da Le Boy pro Jean já tava lá programada. O que aconteceu... nós combinamos de ir juntos, eu, Jean e Grazi (Você já conhecia a Le Boy? - não, só de nome) e a gente foi junto, nós três, depois foi chegando todo mundo, acabou indo todo mundo. Não sei como eles foram, não sei com quem... E teve aquela reação negativa das pessoas. Eu particularmente acredito que o Jean não tenha nada contra nenhuma daquelas pessoas ali, até porque ele é bacana, tem a cabeça muito boa, está além disso tudo.
Sobre ser modelo X engenharia: eu tinha que aproveitar o momento e ao mesmo tempo me garantir (estudando). Eu precisava de segurança. Eu trabalhava como modelo em BH, tá certo que algumas vezes eu ia pro Rio e SP pra fazer alguns trabalhos, mas assim... Eu não tinha aquela disposição, não queria me mudar pra SP, tentar aquela coisa, eu tinha minha família, sempre fui muito apegado.
Você e a Grazi vão morar juntos?
Estamos querendo, mas está faltando basicamente tempo pra gente poder achar um lugar. Os planos são pra que more eu, a Grazi e o Jean. Pretendemos morar juntos. É difícil definir as coisas agora. No Rio estava sem carro, estávamos na Barra, sem como nos locomover. (Mas você ganhou um carro? - aí está, não peguei até hoje. Ganhei também eletrodomésticos (!!) e também não peguei). Tá faltando é tempo mesmo. Quando estamos juntos, vamos ver, ah! tem um apartamento pra alugar! não adianta só eu gostar e os outros não gostarem...
Você já voltou a BH?
Estive só uma vez, na segunda feira passada. Não voltava lá desde o programa... Foi bem legal, foi gostoso, bacana, um monte de gente no aeroporto... Revi a minha família muito rápido, mas valeu, minha mãe está arrancando os cabelos (risos), querendo que eu volte pra casa, com saudade. Tenho só uma irmã, de 23 anos. me dou muito bem com ela.
E o piercing no nariz?
Antes de entar no BBB eu tinha, na verdade, tinha vários antes. Fui tirando, essas coisas... Tô ficando velho, aí eu tirei, fechou, quando eu saí me deu vontade e eu coloquei.
Como você foi parar no BBB? Vocês recebiam instruções dentro da casa? Esperava ganhar o milhão?
Eu mandei fita. Eu era o cara mais descrente em relação a como as pessoas entravam ali, é como todos pensam, mas foi por fita. Assim como eu tenho certeza de que todos que estão ali entraram pela mesma maneira. Tudo era permitido, menos pegar uma faca e matar alguém, é claro. Éramos advertidos quanto a questão do microfone, pra ligar, arrumar, pra acordar, sempre tinha esse contato. quanto ao comportamento nada era censurado. Eu entrei no programa me achando longe do 1 milhão, mesmo quando fiquei mais pra final, quando estávamos só os quatro, sabia que esse 1 milhão não era meu. Sempre me achei muito distante dele. (risos) É claro que gostaria de ter ganhado: esse dinheiro muda a vida de todo mundo.
Você vai sair nu em alguma revista gay?
Sobre posar nu eu recebi proposta, só que não topei.
É como a Grazi, não ganhou um milhão, mas está perto, porque pode posar pra Playboy?
É mais ou menos isso...
Se fosse uma proposta realmente indecente você toparia?
É complicado, isso envolve muita coisa. Não só eu fui pro BBB, minha família toda foi comigo, todos foram expostos, é a mesma coisa, se eu vier a posar nu, acho que isso vai mexer com a vida de todo mundo. Não é uma decisão fácil. é uma coisa que eu tenho que discutir, é uma decisão com parte da minha família...
O Rogério e o PA tiveram o que mereciam?
É complicado falar isso... Lá dentro você vive uma coisa, aqui fora outra. As pessoas julgam por coisas que eles falaram ali dentro, que num momento de descontração você solta, conta algum caso, mas o que não quer dizer que eles sejam necessariamente preconceituosos ou mau-caráter, ou qualquer coisa assim. Isso acontece no dia a dia, é como se você estivesse entre amigos, numa casa de praia, e fala coisas ali que você não deve, isso é complicado.
Você não os julga então?
Não, não vou julgar ninguém, mesmo que uma pessoa tenha falado muito mal de mim, qualquer coisa, não levarei em consideração. É uma situação totalmente atípica; só quem está ali, quem passa aquilo ali, pode saber pra poder contar.
Matéria na ìntegra: Portal Parou Tudo
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Sábado, Abril 16, 2005
Estranhei quando Miss Grazzi contou das amigas que fez durante os concursos que participou. Ficava pensando... Ou a Grazzi é muito especial, de verdade, ou mudou muito o perfil dos bastidores dos Concursos de Miss no Brasil. Sempre soube que nos Concursos de Miss rolava a maior baixaria. Tenho um amigo que namorou uma menina que já enveredou pelo caminho dos desfiles, quando era adolescente. Ela contava dos barracos que rolavam, de histórias de vestidos que apareciam rasgados, sapatos que sumiam na última hora, briga nos bastidores. É... Parece que continua tudo da mesma maneira.
Quando o padrão de julgamento é a beleza de cada uma, é quase impossível não aflorar uma vaidade descomunal. Principalmente, quando existe um verdadeiro exército de mães, e "chaperonas", que cercam as Misses e acabam fomentando, mais ainda, as brigas e disputas. Qual seria o perfil das candidatas ao título de Miss Brasil? Por mais que se tente desvincular a imagem das Misses de um estereótipo de falta de cultura, fica difícil não fazer tal associação diante das declarações, pasteurizadas, dadas à imprensa pelas candidatas, ou, diante de suas respostas às famosas perguntas feitas durante a competição. Este ano, a Miss Espírito Santo, ousou um pouco mais e arriscou uma crítica à política do Papa João Paulo II. Diria até que foi bastante ousada, já que existe, inclusive, um movimento entre os Católicos pedindo a canonização do Santo Papa. Parece que deu certo. A Miss capixaba conseguiu faturar um terceiro lugar.
Pois é... Miss Grazzi mostrou o caminho para mudar esta imagem, já tão desgastada, das meninas, ou seja, só mesmo participando de um Big Brother Brasil para tentar mostrar um outro lado da moeda. Miss Grazzi já fez sua parte, melhorou, em muito, a opinião a respeito das Misses, tentativa que já havia sido feita pela Josiane do BBB3, mas que deu em nada, já que a ex-Miss Brasil abandonou muito cedo a terceira edição do BBB. Pelo menos, nos quesitos simplicidade, gaiatice e inteligência, a Grazzi fez a diferença. Porque a Miss Grazielli mostrou-se muito inteligente, mas não diria que ela é culta. Resta saber o que nos aguarda nas próximas edições... Parece-me que tio Boninho terá uma legião de candidatas, com cetro e coroa, batendo à porta da produção do próximo Big Brother Brasil...
Não adianta ser somente bonita, porque beleza é um dom. Mas a miss deve ser culta - profetizava Micherif, anunciando a pergunta de conhecimentos gerais:
- Qual a importância do Papa João Paulo II?
Dentre pérolas como "ele levou a paz para todas as humanidades (sic)" e "ele pode ser considerado o homem desse ano", a miss Espírito Santo, Ariane Colombo, atacou:
- O Papa é um anjo enviado por Deus, mas não deveria ser tão radical em relação à camisinha, ao aborto e ao homossexualismo.
Bingo. Mesmo não sendo uma das preferidas, ela levou a terceira coroa.
Depois do anúncio das vencedoras, o barraco se instalou. A Miss Minas Gerais, indignada com seu 5º lugar, saiu quebrando tudo e gritando "Ficar aqui para quê? Agora não tem graça". Um segurança tentava conter a moça, que desandou Copacabana Palace afora. De traje de gala e tudo.
Enquanto isso, as misses vencedoras riam incansavelmente para o batalhão de fotógrafos e de parentes, é claro. A mãe da grande vencedora, a Miss Santa Catarina Carina Beduschi, não parava quieta com sua câmera digital e dava ordens para "ela não parar de sorrir". Ela só desobedeceu sua mãe para beber um copo de água.
Nesse meio tempo, a governadora do Estado do Rio de Janeiro Rosinha Matheus, mostrou que não estava mais agüentando a confusão.
- Vou ter que subir aí de novo? - reclamava a governadora convocada pela emissora patrocinadora do concurso para dar mais uma entrevista no estilo "esse evento só prova que o crescimento econômico da cidade está cada vez maior. Nossa cidade é belíssima e esse concurso é bom para o turismo".
Enquanto isso, no ponto em frente ao hotel, um taxista reclamava de um assalto que acabara de sofrer. Na esquina do Copacabana Palace.
Matéria na Íntegra: Globo.com
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Quinta-feira, Abril 14, 2005
A Mídia começa a dar notícia sobre a possível substituição da Xuxa por Miss Grazzi do BBB5, na programação dedicada ao público infantil da Rede Globo. Nos sites de fofoca da net, fotos da presença de Tio Boninho na festa de aniversário da Pink, acompanhado da Ana Furtado, sua esposa...Será que teremos mais uma loura no pedaço fazendo programas infantis? Será que a Xuxa entregará seu reinado para uma ex-participante de um Big Brother? Sei que a Grazzi mostrou muito mais do que sua beleza durante a realização do BBB5, e acabou conquistando uma legião de admiradores, mas não consigo deixar de achar muito estranho esta pretensa diretriz da Globo de entregar nas mãos da Miss a condução de um programa infantil na emissora... É um vôo muito alto. Pelo tanto que Miss Grazzi e Pink foram poupadas nas edições diárias do BBB5, paira a dúvida no ar... Será que este já era um plano pré-determinado da direção do Big Brother Brasil de aproveitar a paranaense e a pernambucana na grade da Poderosa? Não saberia dizê-lo, só sei que acho muito estranho tanto empenho na carreira da Miss e tanta intimidade da Pink com o diretor do BBB5... Não combina com a vaidade dos corredores Globais...
Mas o certo é que a grande notícia do BBB5 tem sido Miss Grazzi. Hoje passei pela banca de jornais e havia umas seis publicações com notícias da Miss ou de Alan. Alan vem no rastro do sucesso da Grazzi, aumentando o interesse do público e imprensa em saber a quanto anda a vida do modelo mineiro, ou como está a intimidade do casal. Não que o Alan não tenha apelo junto ao público, mas, sem nenhuma dúvida, seu romance com a Miss deu um tremendo "upgrade" em sua carreira fora do BBB5. O fã clube do Alan cresceu na medida que esquentava seu namoro com a Grazzi na Casa do Projac...
Na Isto É Gente, desta semana, a Grazzi afirma que seu namoro vai bem, que os dois pretendem morar juntos no Rio de Janeiro e que, provavelmente, o Jean dividiria com o casal o mesmo teto. Será que a Miss se deu conta das implicações desta sua declaração? Acho corajoso, da parte de Alan e Grazzi, assumirem esta amizade que cheira a triângulo amoroso. É impossível não pensar que o Jean é gay e que parecia bastante encantado com o Alan no decorrer do BBB5... Neste ponto a Pink tinha razão..."Jean, você está encantado pelo Alan"... Jean parecia, sim, encantado pelo engenheiro. Na verdade, durante as últimas semanas do BBB5, principalmente, Jean e Alan batiam papos intermináveis na casa, enquanto os outros jogadores passavam as tardes dormindo. Findo o BBB5, parece que o trio continua partilhando a mesma amizade, contrariando muitas expectativas. Assim como o romance da Miss com o Mineiro... Que parece caminhar de vento em popa, com direito a planos de casamento, pedido de mão, sogro, cunhado, e todo o pacote direto do interior do Paraná para a paisagem urbana mineira.
Para quem é fã do casal, a Secret Sister montou um belo site em homenagem ao Alan e Grazzi. Quem quiser conferir é só acessar o Alan e Grazzi In Love
O modelo mineiro do Big Brother e namorado da miss não se intimida com a rédea curta. "É natural, eu também tinha essa preocupação com minha irmã", diz. "Com o tempo, as coisas se acertam." Alan jura que, dentro ou fora da casa, o relacionamento não enveredou para nada além do registrado pelas câmeras. Já levou, inclusive, uma dura do sogro e saiu-se bem, com bom humor. Quando Gilmar mandou que casasse com sua filha, o modelo retrucou: "Desagradável não será".
O casal planeja morar junto - e levar para debaixo do mesmo teto a companhia do amigo milionário Jean, vencedor do Big Brother 5. "A convivência na casa foi maravilhosa", elogia Jean. "Grazi é uma menina inteligente, humilde e com sede de saber."
Matéria na Íntegra: Isto É Gente
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Quarta-feira, Abril 13, 2005
Conheci Clarice num dia chuvoso. Era janeiro, chovia torrencialmente e, tomando café na esquina do prédio do Cursinho Pré-Vestibular, fui apresentada à Clarice. Ela veio embrulhada em papel dourado, com selo das Livrarias Siciliano, e dentro, o título em letras pretas..."Uma Aprendizagem, ou o Livro dos Prazeres"... Eu tinha dezessete anos, e vivia a experiência do primeiro namorado, da primeira grande paixão, do primeiro homem da minha vida...
Devorei cada palavra do livro, naquele janeiro quente e chuvoso do Rio de Janeiro. Entremeava a leitura com beijos na boca, carinhos furtivos, desejos desconhecimentos, nas tardes passadas na casa do Pedro, com o pretexto de estudar para as provas do Vestibular no final do ano. Passamos aquele ano estudando, vivendo, viajando, lendo Clarice Lispector e, contrariando o gosto musical de nossa geração, ouvindo os blues da Janis Joplin... "Oh Lord, won´t you buy me a Mercedes Benz ? My friends all drive Porsches, I must make amends"... A gente dirigia um Chevrolet, velho, e caindo aos pedaços, mas nos divertíamos como dois loucos completamente apaixonados.
O ano acabou e ingressamos na Faculdade, eu fazia Arquitetura, ele, Engenharia, e aí nossa vida virou de ponta cabeça... Tínhamos um grupo de amigos fiéis que nos seguiam para todo canto. Com eles, descobrimos juntos a liberdade de fazer escolhas, boas ou más... Passávamos férias na fazenda, andávamos a cavalo e, no decorrer daquele ano, vimos um amor, tão verdadeiro e profundo, ir tomando um rumo diferente do planejado. Brigamos muito, por tudo e com tudo. Ficamos, mais ou menos juntos, no ano seguinte, mas vivíamos entre chumbo trocado e beijos arrependidos. Um dia, consegui me libertar. O que parecia impossível, e improvável, havia acontecido. O meu amor acabara no rastro das contradições vividas no dia a dia... Como muitos amores desta vida, ele teve começo, meio e fim.
Muitos anos mais tarde, eu já casada, o encontrei na fila do Cinema Leblon. Ele estava acompanhado de um rapaz, e eu, de meu marido. Depois da surpresa inicial, pois havia bem uns sete anos que não nos víamos, fizemos as devidas apresentações..."Este é o meu marido"... "E este, é o meu namorado"... Como? É isso mesmo... O primeiro amor da minha vida tinha assumido que era gay... Achei-o ousado, e um pouco agressivo, na coragem de fazer as apresentações devidas sem esconder a verdade.
Como não nos víamos há muito tempo, ele me convidou, e a meu marido, para comermos uma pizza após a sessão de cinema. Sentamos na Pizzaria Guanabara e passei uma das noites mais agradáveis de minha vida. Ele havia trocado o curso de Engenharia pelo de História. Alberto, seu namorado, estava envolvido num projeto de pesquisa e estavam com viagem marcada para Paris, onde ficariam por um ano usufruindo uma bolsa de Mestrado na Sorbonne...
Passei a noite olhando-o e pensando como o ser humano é uma caixinha com infindáveis segredos. E como a vida é mutável, em constantes movimentos aspirais, que nos pegam de surpresa e promovem verdadeiros furacões em nossa existência. O tempo não para, caminha adiante, independente de nossa vontade. E esta possibilidade é uma das maravilhas desta vida, onde nossos desejos quase nunca acompanham aquilo que se espera da gente.
Havia me esquecido desta história, mas, hoje, após o BBB5 e depois de tanta discussão e da polêmica em torno do preconceito e da orientação sexual do ex-BBB, Jean Wyllys, lembrei-me do Pedro e de nossa história de amor...Mas, lembrei-me, principalmente, do quanto foi bigbrodiano o desfecho deste meu romance...
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EM DEFESA DO DE CARA PRA LUA
Vixe! Tem polêmicas que não acabam nunca...Apesar de nosso desejo de que elas se encerrem. Pois bem... Se é para tomar uma posição, vamos tomá-la, doa a quem doer. Já está doendo, apesar de minha tentativa em fazer com que todos saíssem satisfeitos. Mas se me calo, fica a impressão de que o De Cara Pra Lua foi a Tropa de Choque desta polêmica, enquanto, uns e outros, assumem a velha cantilena da Trupe. Ou seja, pobre de mim, que nada fiz, só tive boas intenções.
Pois é... Quando decidi me afastar do De Cara Pra Lua o fiz movida por dois motivos muito importantes na minha vida. Um deles, era minha completa falta de tempo para tocar o blog da maneira como eu entendia que deveria tocá-lo. Estou, sim, assumindo uma nova posição em meu trabalho que está me exigindo uma dedicação muito grande. Não tenho tempo para acompanhar o blog durante o dia e tenho chegado extremamente tarde em casa à noite. Mas, este não foi o único motivo pelo qual eu decidi me incorporar à equipe do Teleblog. Na verdade, o rumo de nossa discussão estava perdendo o foco e o controle. E isto estava me deixando desanimada em fazer o que mais gosto no blog, ou seja, escrever. O espaço no De Cara Pra Lua estava sendo usado para ser palco de manifestação de desagrado em relação à outros blogs. O que de maneira nenhuma foi a minha intenção. Muito pelo contrário, sempre pautei a orientação do blog pelo respeito às diferenças, pela discussão saudável e inteligente. As divergências deveriam ser tratadas dentro de seu contexto e dentro do contexto dos textos publicados por mim e discutido por aqueles que leriam e discutiriam. Mas o que estava acontecendo conosco era que não importava o que eu escrevesse, meu espaço estava sendo usado como campo de batalha contra o Juvenal. Ou seja, a Dona Lupa do Tevescópio. E isso eu jamais poderia permitir. Quando discordei das posições do Tevescópio o fiz de maneira adulta e consciente. Para mim, este é o espírito da discussão.
Meu erro, foi o não ter discutido esta questão de maneira franca e aberta. Mas poderia dizer que errei por amor e por excesso de confiança. Sabia que havia pessoas, que aqui comentavam, que eram inteligentes e perspicazes, e esperei que elas percebessem o que estava ocorrendo. Mas isso não aconteceu. Infelizmente. Decidi que, já que eu não dispunha de muito tempo, então me integraria à equipe do Teleblog, onde fui recebida com todo o carinho e respeito que o Manga e sua Equipe sempre tiveram por mim. Jamais pensei que isso geraria uma reação em cadeia que acabou na maior polêmica, fora do assunto BBB, em que me vi envolvida. Fiquei durante muito tempo confusa e insegura do que fazer nesta situação. Tive a ilusão de que as diferenças se resolveriam entre as pessoas envolvidas. Mas isso não aconteceu.
Se não houve um ataque direto ao blog do Manga, houve sim, e isso não pode ser negado, insinuações de que apenas valeria a pena freqüentar o Teleblog quando de minha presença. Como se o trabalho desenvolvido pelos colegas blogueiros, que tanto carinho tiveram ao me receber, não fosse digno de respeito porque lá seriam discutidas posições contrárias àquelas defendidas aqui no De Cara. E onde fica a democracia da discussão? Onde fica nossa maturidade em conviver com as diferenças? Se as pessoas não queriam ir ao Teleblog, tudo bem. Não poderia obrigá-las. Mas usar o espaço do De Cara para fazer pouco, inclusive da acolhida carinhosa que a Rô preparou num belo post de boas vindas, é que não fazia sentido. E aí, dizer que lá estava festa mas que tinha poucos comentários, é o que? Brincadeirinha? Divertimento? Sei que estas atitudes foram encaradas desta maneira. Mas somos todos adultos e sabemos que fazer pouco do trabalho alheio é uma brincadeirinha muito perigosa. Pode provocar uma reação contrária daquele que se sentiu atingido. Quem não tinha cacife para agüentar o tranco, deveria ter ficado calado.
Eu, talvez, reagisse de uma maneira diferente, mas não posso responder pelos outros. E não vou fazê-lo. Somos todos adultos para sermos responsáveis por nossos atos. Não sou mãe de ninguém, nem filhos eu tenho. E foi esta minha atitude que agregou tanta gente inteligente e de opinião forte. Não dá para ficar mais em cima do muro e não vou fazê-lo. Até porque estão utilizando de meu fair play, para enfrentar esta discussão, e deixando o De Cara e eu, Susan, como os vilões da história. E aí entra o blog aberto pela lia, o Luzes Acessas. E aí entra a atitude da Trupe. De pobre coitados, daqueles que não tem coragem de assumir a totalidade de seus atos.
A Lia não abriu o Luzes apenas para "acolher aqueles que se achavam sem blog". Tolo daquele que não quiser enxergar as reais intenções do Luzes. Se assim fosse, porque não aceitar minha oferta em assumir o De Cara comigo? Porque eu fiz esta oferta e recebi como resposta o seguinte comentário..."Susan o De Cara passou a ser um lugar muito especial prá gente, talvez nem você saiba o quanto foi. Mas entendi que você estava querendo mudar. Fico contente que goste do luzes, ele significa uma nova etapa que eu desejo ser de muita luz para todos os amigos. Vamos dar um tempo para o De Cara tá? Em setembro você volta e certamente estaremos todos lá"... Ué... Não entendi... Por que, se a intenção era agregar quem estava sem blog, não poderia ser no De Cara? Por que ser em outro blog? Em setembro estariam todos no De Cara? E aí, a Lia faria o que? Fecharia o Luzes? Da mesma maneira, quando a Mara toda feliz anunciou a reabertura do De Cara, foi recebida pelo irônico comentário da Law & Order de que... "Jamais me magoaria com a Susan. Nem temos porque, concorda? Eu entendi perfeitamente, a situação dela, de ter que gerir casa, emprego, etc. Acho que não devemos "forçar" uma situação. E já temos um espaço MA RA VI LHO SO para podermos nos expressar, gentilmente criado pela lia* kk. Que a Susan fique tranquila, se adequando ás novas situações, até Setembro chegar. Enquanto isso, aproveitemos a hospedagem ESPECIAL que nos foi ofertada. Estou em casa, aqui no luzes!"... Se isto não é ironia, é o que? Principalmente, porque existem inúmeros comentários falando do quanto todos estariam magoados com o fechamento do De Cara e, segundo a Lia, por minha falta de defesa dos amigos atacados pelo Teleblog. É ironia sim. E pior, veio seguida de hipocrisia, quando a Law ficou se fazendo de coitada ao dizer que não estava entendendo o porque de meu questionamento. Sou da paz. Mas não sou tola.
Agora, assisto a transformação do De Cara no vilão, naquele que não defendeu seus amigos, em contrapartida à magnânima e amiga Lia e seu blog, o Luzes. Ora, somos todos adultos aqui. Sempre deixei claro que no De Cara não existia a patota da Susan, e sempre os achei capazes de tomar sua própria defesa, se alguém estava se sentindo injustiçado. É engraçado... Todos gostam de mim... Todos dizem me adorar e serem meus amigos... Que amigos? Amigos que só existem se faço aquilo que eles querem? Amigos que me boicotam porque querem me dar um castigo? Amigos que se bandeiam rapidamente para outras paragens, atrás do Canto da Sereia? Que "gostar" é esse que me abandona porque discordam de mim? Que amizade é essa que decide me ignorar porque eu decidi não ter que escolher entre este, ou aquele amigo querido, para não magoá-los? Se errei, me digam, mas, boicote? Então, que sejamos francos, essas pessoas não gostam de mim. Tudo bem, faz parte do jogo da net. Gostarem, ou não, de nossa postura. Mas vamos ser sinceros e não ficar fazendo jogo de boicote, que nem crianças mimadas.
Eu fui questionada em reabrir o blog por causa da abertura do Luzes, no entanto, ninguém parou para se questionar a rápida abertura do Luzes e o oportunismo, extremo, de se fazer de pobre coitada, numa situação provocada pela própria Lia. Não importa de quem foi a idéia da abertura do Luzes e não estou ligando se tem mais um blog na net. A net existe exatamente para isso, para que muitos blogs apareçam e enriqueçam a discussão. O que estou questionando aqui é essa palhaçada de ficar disputando comigo quem é mais amigo de quem..."Vou tratar o luzes com o carinho que merece cada amigo que conquistei e não vou admitir calada que qualquer um deles seja mal interpretado em qualquer outro espaço. Acho que é isso que você deve fazer com o "nosso" De Cara. Acho que você deve se acalmar, pesar, medir toda a situação e voltar a olhar seu belo blog com todo o respeito que ele merece."... Se isso não é disputa, é o que?
Pois é... Eu, finalmente, saí de cima do muro. Talvez não da maneira como muitos desejavam, mas com certeza, foi da maneira como eu estou entendendo toda esta discussão. E aí, que cada um faça suas escolhas da maneira que achar melhor... Nunca manipulei, nem usei ninguém aqui neste espaço. Pelo contrário. Sempre freqüentou e ficou aqui quem gostava e quem queria. Nunca fiz patota. Nunca impedi, ou me mostrei chateada, pelo fato de que meus freqüentadores assíduos comentassem em outros endereços net. Nunca pressionei ninguém a ser fiel ao De Cara. Até porque acho isso uma tremenda criancice. Já pedi desculpas muito mais do que deveria. Inúmeras vezes. Já tentei ser mediadora e acabei sendo por demais complacente. Portanto, sinto-me bastante a vontade para expor minha visão dos fatos. Quem achar que eu estou errada, sinto muito. Mas que as pessoas façam suas escolhas sem se esconderem atrás de minha omissão.
OBS: Quando disse que o Juvenal era a Dona Lupa do Tevescópio, quis dizer que quando se referiam ao Juvenal, na verdade, queriam se referir à Dona Lupa. Não estou afirmando que o Juvenal é a Dona Lupa. Gostaria de esclarecer este ponto porque acho que o texto ficou dúbio.
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Terça-feira, Abril 12, 2005
Hoje, na Ana Maria Braga, a presença do casal Alan e Grazielli Massafera. Devidamente acompanhados do pai da Miss do BBB5, o Sr. Gilmar. Gosto de passear pela net e leio muita gente interessada na vida do casal romântico desta edição. Isto não é novidade. Em toda edição o romance é o must do programa. É o romance que apimenta a novela, que atiça a fantasia, que mexe com o coração da torcida. Confesso que já estava desanimada com a possibilidade de pintar beijos na boca no BBB5, quando, meio capenga, surge o affair de Miss Grazzi e Alan. Ninguém levou muita fé, parecia ser tudo muito merchan, mas pouco a pouco, a Miss e o Mineiro conseguiram imprimir sua marca de verdade no casal. Hoje, juntos com Pink e Jean, são os únicos que conseguem notícias na mídia pós-BBB.
Fiquei pensando neste estranho desejo que se apossa das torcidas, de ver o romance na telinha... O romance BBB tem muitas peculiaridades. Primeiro, o romance surge diante de milhões de telespectadores sedentos por assistir um pouco da privacidade alheia. Segundo, é preciso garantir que o público que assiste, acredite naquilo que está rolando entre o casal, se não todos, pelo menos grande parte. Terceiro, ao sair da casa o romance vai lidar com contradições do dia a dia muito maiores do que qualquer romance surgido na vida real. Porque romance de BBB fica meio fora do contexto da realidade. Assim como os ex-BBB´s, o casal, que surge no reality show, também vive uma realidade dúbia, quase num limbo. Não é casal da vida real, porque surgiu na TV com direito a torcida organizada e tudo mais. Ao mesmo tempo, não é novela, porque tem regras de roteiro e script muito peculiares e próprios da realidade do programa...
Para o público, que assiste, e torce, fica a esperança de vê-los juntos para sempre, coroando o famoso happy end dos filmes de Hollywood. O público projeta no casal suas fantasias mais românticas e, na maioria das vezes, sua ansiedade em viver um romance parecido, ou igual. Aposta-se no casal as fichas que não se consegue apostar na vida real. Já assistimos à cinco casais que foram realmente "comprados" pelo público. Cada edição teve seu casal sensação. No BBB1, Serginho e Vanessa inauguraram a categoria "romance" no Big Brother Brasil. No BBB2, Thyrso e Manuela foram a concretização das fantasias do público ao saírem declarando-se apaixonados, e prontos para morar junto. No BBB3, Dhomini e Sabrina encantaram com um romance com toque de roteiro de cinema, mas não conseguiram sobreviver à dura realidade fora dos limites da Casa do Projac. No BBB4, Dourado e Juliana viveram à turras dentro, e fora, da casa, mas mobilizaram uma pequena multidão de fãs fiéis que torceram durante um longo tempo, acreditando na possibilidade de que eles realmente se amassem. E, finalmente, no BBB5 surge à esperança, neste momento, para as torcidas, de um casal que finalmente dará certo fora do jogo. Será?
Talvez, mas muita água vai rolar debaixo da ponte de Grazzi e Alan. Primeiro o assédio fervoroso dos fãs será um grande empecilho. Nós, fãs de BBB, somos uma praga quando resolvemos "pegar" no pé dos casais apaixonados. Eles não podem suspirar, olhar meio atravessado, decidir mudar de rumo. Tudo é motivo de sofrimento, e interferência, por parte daqueles que dizem torcer para que tudo dê certo e se concretize. Por outro lado, a realidade aqui fora é muito mais dura do que no jogo BBB. Existe a disputa pela carreira, a interferência familiar, as contradições de cada um, as inseguranças, o ciúme, e, pior de todos os males, a rotina. Na casa do BBB a rotina tem glamour, fora da casa a realidade, é bem diferente. No caso do Alan e da Miss Grazzi, não existe outra maneira do público lidar com suas expectativas... O jeito é esperar, e aguardar, para saber no que vai dar, e, até onde vai dar, esta história do Ogro e da Princesa......
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Segunda-feira, Abril 11, 2005
Parece que eu cometi o erro de me ver entre o fogo cruzado de vários amigos e não ter me posicionado a favor, ou contra, alguém. Se eu disser que não havia lido os famosos 199 comentários da minha despedida do De Cara Pra Lua, até hoje pela manhã, ninguém vai me acreditar. No entanto, esta é a verdade. Não os havia lido, e esta foi minha principal angústia ao fechar o De Cara, o fato de não estar com muito tempo para acompanhar os comentários e interagir com a galera. Escrever textos é fácil, difícil é conseguir dar atenção, mediar situações, acertar o rumo das discussões, fazer do espaço criado alguma coisa que tenha a nossa cara e a nossa maneira de pensar.
Estou muito absorvida por minha atividade profissional, neste primeiro momento, seria muito difícil e requereria, de mim, uma energia que preciso para outros assuntos, manter o blog funcionando da maneira como eu gostaria. Não é o trabalho em si que estaria me prejudicando. Ao criar o De Cara Pra Lua eu já trabalhava, aliás, trabalho há muito tempo... Mas, nestes primeiros meses de mudança, eu precisava de um pouco de liberdade para dar dedicação exclusiva de minha energia e capacidade criativa à atividade que me garante comida à mesa e pequenos luxos que acabam se tornando tão necessários em nossa vida. Achei que estaria simplificando minha vida, mas parece que acabei numa complicação sem limite.
Não ia mais tocar neste assunto, minha intenção era fazer um post completamente diferente esta manhã. No entanto, o comentário da Lia precisava de uma resposta. Assim como não li os 199 comentários, também não li com atenção os posts da Rô e do Tors. Achei que não precisaria lê-los, e agora que os li, continuo com a mesma opinião. Engraçado... Achei que seria fundamental ter acompanhado esta discussão, mas não foi... E sabem por que? Porque jamais tomaria partido de um, ou outro amigo, nesta questão específica, porque gosto demais de todos. Não foi um ato de desprezo pela amizade por a, b ou c... Foi simplesmente uma incapacidade minha de ter que escolher entre pessoas tão queridas. E, também, uma atitude condescendente com relação às polêmicas ad net... Atitude que sempre mantive aqui no De Cara. E jamais escolheria, deixei que vocês resolvessem suas opiniões divergentes como pessoas adultas que são.
E acabou que todos erraram, eu, os amigos que aqui fiz, e meus queridos Rô e Tors. Vocês ao fazerem de minha ida para o Teleblog uma coisa menor. Vocês fizeram pouco de um espaço que é importante para o Manga, a Rô, a Gaby e o Tors. Está lá nos comentários. E a Equipe do Teleblog nunca me cobrou defendê-los aqui no De Cara, e poderiam tê-lo feito também. Mas não fizeram, porque me respeitam e sabem que acima de qualquer polêmica gerada na net, eu os respeito também. Tors e Rô, erraram ao virem em minha defesa, quando eu estava tão longe desta discussão. E, principalmente, eu errei porque subestimei o rumo dos acontecimentos. Tem algumas coisas que não tem conserto, e não vou tentar consertar mais nada... Não dá. Mas o post da Lia foi esclarecedor, eu não errei ao sentir mágoa nos comentários dirigidos a mim, ontem à noite. Mas não fico preocupada com isso, sei o que moveu o comentário, então fico mais tranqüila. Se errei, ao me omitir, peço desculpas ao envolvidos, mais do que isso não posso fazer. Não posso obrigar ninguém a gostar de mim ou a vir ao De Cara Pra Lua, só posso é continuar fazendo o que sempre soube, e gostei de fazer, ou seja, escrever aqui no blog para as pessoas que apreciam meus textos. Talvez com menos pessoas presentes, mas, como falei anteriormente, tem coisas na vida que não tem volta e sou adulta o suficiente para entender e começar de novo... Teria que fazê-lo, de qualquer maneira, ao reabrir o De Cara em setembro, como eram meus planos iniciais.
Mas gostaria de deixar uma coisa bastante clara para todos, sei que errei, mas faria tudo da mesma maneira novamente. Lia, minha querida, você fala que não permitirá calada que qualquer um de seus amigos seja mal interpretado em qualquer outro espaço da net... Que bom... Faço votos que essas pequenas divergências, que são saudáveis na net, não envolva pessoas igualmente queridas na sua vida. Rô e Tors são mais do que amigos virtuais, são pessoas com quem eu conto nas horas difíceis, objetos de minha mais profunda admiração e carinho... É fácil defender os amigos dos adversários, o difícil é tomar partido de um, ou de outro, quando são igualmente importantes em nossa vida...
E vou dizer mais, correndo o risco de perdê-las para sempre, não dá para escolher, na net, entre Tors e Rô e alguém mais... Seria injusto com os demais... Porque somos muito amigos e há muito tempo. E mesmo sendo tão amigos, e, justamente por sê-lo, e porque nos respeitamos, é que conseguimos até divergir profundamente um do outro, sem jamais quebrar o encanto de nossa amizade... E quando divergimos, entre nós, sempre temos o cuidado de nunca cobrar prova de amizade por alguém em especial. Talvez eu nunca tenha deixado claro a imensa amizade que tenho por estas duas grandes figuras da net... Até porque vivo divergindo da Rô durante grande parte do tempo, as pessoas podem achar que minha amizade por ela é uma coisa menor... Mas não é. Sei que ela vai sentir falta de minhas provocações lá no Teleblog. Entendo amizades desta maneira... Trato de meus amigos aqui, e na minha vida real, da mesma maneira... O De Cara estará sempre aberto para todos os amigos, magoados, ou não. Gostaria de vê-los todos aqui, mas se não for possível, nada poderei fazer, infelizmente. Pois é...Estou voltando para casa cheia de polêmicas para responder... Mas este é o espírito da discussão... Então... Mãos a obra e vamos a luta...
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Domingo, Abril 10, 2005
ESTOU VOLTANDO PRA CASA...
Bem... Eu estou voltando para casa... Agradeço muito aos meu amigos do Teleblog, Rô, Manga, Tors e Gaby pela calorosa acolhida que me deram. Espero que me permitam dar meus pitacos no Teleblog de vez em quando...Sei que não será fácil reabrir o De Cara Pra Lua, mas sei mais ainda que estou me sentindo sem identidade, meio perdida, como se o espaço não me pertencesse. Sinto fala de minhas Pin Ups, dos amigos que fiz no De Cara, apesar de achar que estão todos muito zangados comigo, neste momento. mas nunca tive a intenção de magoar ninguém. Estava, apenas, tentando conciliar melhor minha vida em todos os seus aspectos. Também não queria me magoar... Mas isso também já é outra história.
Não reabro o De cara apenas para reunir aquela galera de novo. Sei que existem outros espaços net que se colocaram à disposição para recebê-los de braços abertos. Eu também vou querer prestigiar estes espaços. O grande Tico e Teco, como sempre, inteligente e perspicaz e agora, minha amiga lia com o seu Luzes Acessas. Lia, boa sorte! Estarei sempre no Luzes. Reabro o De Cara por minha causa. Eu não estou me sentindo completa sem meu fundo branco. Aliás, minha vida anda pontilhada de fundos brancos, atualmente...
Minha casa nova é toda branca, paredes, sofás, persianas, cortinas, pontilhada de cores esparsas, assim como o de Cara Pra Lua... Reabro o De Cara porque aqui também é a minha casa, onde me sinto bem e, à vontade, para escrever a minha verdade e minha história. Continuo sem tempo. Na verdade, também não sei muito bem sobre o que escrever nesses tempos pós BBB... Mas, seja lá o que eu escreva, é no De Cara onde encontro meu melhor momento. O tempo vou tentar administrá-lo da melhor maneira possível. Espero que não tenha sido tão infiel ao De Cara Pra Lua que se torne tão difícil este retorno... Pois é...Estou voltando pra casa de vez...
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A exigência de registro de ator, ou atriz, para atuar na TV, tem muito menos a ver com nossos desejos e vontade do que com a regulamentação de uma profissão como outra qualquer. Regulamentação esta, muito importante para garantir direitos trabalhistas e uma possível decente aposentadoria àqueles que fazem parte do show bussiness. Estamos acostumados ao glamour, a lidar com o um por cento que deu certo e conquistou um espaço nas telinhas de TV e, mais especificamente, na Rede Globo de Televisão. No entanto, o mercado profissional para ator, atriz, comediante ou apresentador é tão marcado pelas injustiças e competição quanto outro qualquer. A regulamentação da profissão não garante que se acabe com a injustiça, mas já é um primeiro passo.
Achar que a exigência do registro profissional do artista é uma coisa menor, nos levaria de volta ao tempo em que carteira de atriz e prostituta era a mesma. Ou seja, foi na luta pelo reconhecimento da profissão que as atrizes em nosso país conquistaram o respeito pelo trabalho que desenvolviam. Destaque, nesta batalha, para a grande atriz Glauce Rocha, que devotou parte de sua vida à luta contra a discriminação do artista no Brasil. E aí, o diploma e o estudo deixam de ser uma questão menor... Não gosto de buscar exemplo nos nossos colegas norte-americanos, mas, neste caso, afinal, se os americanos entendem de alguma coisa uma delas é, sem nenhuma dúvida, de Show Bussiness, não poderia deixar de citar que ator, atriz, apresentador, artistas, enfim, são todos, nos EUA, filiados ao Sindicato, com carteirinha e ninguém trabalha, na Terra do Tio Sam, se não for um profissional. Deixando de lado a questão política dos Sindicatos americanos, esta prática garante, inclusive, que equipes estrangeiras, ao fazerem suas gravações em solo americano, tenham que contratar um determinado percentual de profissionais locais. Isto é respeito, apenas isso.
Não acho que o trabalho do ator seja apenas o de decorar textos e repeti-los com alguma dignidade. Muito pelo contrário. Mais uma vez, o show bussiness americano serve de exemplo. Lá os artistas não são apenas atores ou atrizes, eles também cantam, dançam e tocam algum instrumento musical. Tudo como parte de um longo processo de aprendizagem nas Escolas de Arte. Subestimar o ensino, seja em que área for, é estreitar nossa capacidade de avançar em busca do melhor. Se um dia o artista foi uma profissão informal, isso não significa que tenha que continuar sendo, perpetuando uma condição de desvantagem para o trabalhador. Pois artista, ou não, atores e atrizes são trabalhadores como outro qualquer. Com direitos e deveres. E esta discussão não tem nada a ver com talento. Talento é, em noventa e nove por cento dos casos, fruto de muito trabalho e estudo. Tenho uma amiga, artista plástica, que quando perguntada como ela tem tanta inspiração ela apenas responde..."Minha inspiração é fruto de seis a oito horas trancada num ateliê de pintura, é fruto de muito trabalho... Noventa por cento de transpiração, contra dez por cento de inspiração" ... Pois é...
Da mesma maneira, não vale o argumento da competência. Se assim fosse, diante dos inúmeros erros médicos cometidos no Brasil, e no mundo, também seria válido defender a volta à prática do curandeirismo como uma opção à ineficiência e incompetência médica. E ninguém, em sã consciência, defenderia esta posição. Na verdade, ao acharmos que qualquer um, independente de ter estudado, ou não, poderia ser um artista, fazemos da profissão uma coisa menor, sem necessidade de qualificação. O mesmo se aplica para a área jornalística. Depois de tanta discussão e avanços, nada justifica que o artista ou jornalista complete seu aprendizado num palco de teatro, na tela da Tv ou numa redação de Jornal. Tampouco, a nossa deficitária formação acadêmica serve de escudo para a prática informal da profissão. Este já é tema para um outro debate... Se localiza em outra esfera da discussão.
Isso significa que eu esteja contra os nossos amigos ex-BBBs? Não, em absoluto. Apenas acho que houve uma completa inversão no jogo BBB. Se algum de nossos brothers, ou sisters, tem aspirações artísticas, que estude, aprofunde-se e busque seu lugar ao Sol como tantos estão fazendo neste exato momento. O que eu defendo é que o fato de gostarmos das pessoas, naquilo que elas mostraram ser no seu dia a dia, não nos dá o direito de achar que elas possam tomar o lugar de muita gente competente que existe por aí. E só para informação... Não pertenço à classe artística, nem tenho nenhuma carteirinha da profissão guardada dentro da gaveta por falta de opção em usá-la. Aliás, acho este argumento da inveja o fim de linha de qualquer discussão decente que a gente possa travar aqui, ou em outro lugar qualquer.
Mudando um pouco o assunto, mas não mudando muito, lindo foi assistir à vitória da Daiane dos Santos hoje no Mundial de Ginástica Olímpica em São Paulo. Nada se compara à emoção de ver Daiane voar em piruetas explosivas e belíssimas, provocando gritos e choro na multidão. Sem música, acompanhada apenas pelas palmas da torcida, nossa ginasta garantiu sua Medalha de Ouro com um solo executado à perfeição. Negra, mulher, pobre... E buscando no esporte, e num dos menos populares no Brasil, o objetivo de seu sucesso. Daiane dos Santos, gente que faz a diferença
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Quarta-feira, Abril 06, 2005
OLÁ PESSOAL! BEM... CHEGOU A HORA DA GENTE DAR UM TEMPO NO DE CARA PRA LUA. QUERIA ME DESCULPAR COM MEUS AMIGOS, FREQUENTADORES ASSÍDUOS DO DE CARA PRA LUA, MAS ESTÁ INCOMPATÍVEL MANTER O BLOG E MINHA NOVA ATIVIDADE PROFISSIONAL. QUERIA AGRADECER A TODOS AQUELES QUE AQUI PASSARAM, PRESTIGIANDO ESTE ESPAÇO, ABRILHANTANDO NOSSA DISCUSSÃO, ENRIQUECENDO O DEBATE. EM ESPECIAL QUERIA AGRADECER A ALGUNS AMIGOS BLOGUEIROS... MEU CARINHO PARA O TELEBLOG, COM MANGA, RÔ, GABY E TORS, MEUS AMIGOS QUERIDOS. QUERIA TAMBÉM AGRADECER A GALERA DO TICO E TECO, QUE MUITO CONTRIBUIU PARA QUE NOSSA DISCUSSÃO SE TORNASSE MAIS INTELIGENTE E DIVERTIDA. UM BEIJO ESPECIAL PARA MINHA QUERIDA LOKA DO GAIOLA DA LOKA, APESAR DE TANTAS DIVERGÊNCIAS NESTE BBB5, A LOKA É UMA PESSOA INESQUECÍVEL E BRILHANTE. E, NÃO PODIA DEIXAR DE FORA O GRANDE MARCELO BATALHA do CINZAS DE BATALHA, BLOGUEIRO DE UM DOS ESPAÇOS MAIS INTELIGENTES DA NET, AMIGO VIRTUAL QUE MUITO APOIO ME DEU LÁ NO INÍCIO DO DE CARA PRA LUA. VOLTAREI EM SETEMBRO DE 2005 ESQUENTANDO AS TURBINAS PARA O BBB6. ATÉ LÁ VOCÊS PODERÃO ME ENCONTRAR LÁ NO TELEBLOG, ESPAÇO QUE O MANGA MUITO GENTILMENTE ME CEDEU UM PEDACINHO E ME PROPORCIONOU O PRAZER DE FAZER PARTE DAQUELA EQUIPE NOTA 1000. ESPERO TODOS VOCÊS LÁ !... MUITO OBRIGADA AOS AMIGOS FIÉIS QUE NUNCA ME DEIXARAM NA MÃO, ESTA GENTE BACANA QUE AQUI COMENTA TODOS OS DIAS COM BOM HUMOR E INTELIGÊNCIA... BEIJOS PARA TODOS... VEJO VOCÊS NO TELEBLOG...
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Segunda-feira, Abril 04, 2005
Na primeira semana do BBB5, quando da votação do Jean, pela Tropa, e da suspeita hipótese, levantada pelo Bial e pelo Jean, de que o voto seria por conta do preconceito pelo fato do Jean ser gay, meu marido, de imediato, comentou comigo..."Esses caras vão se ferrar, ficaram calados e deixaram o Bial falar o que bem entendesse, eles tinham que ter protestado e mandado suas famílias processarem o Jean por injuria e difamação...bem ali, ao vivo"... Na época achei um pouco exagerada a reação de meu marido, mas acabado o BBB5 e, assistindo até onde nós chegamos com todas esta história, e a proporção que ela tomou, dou minha mão à palmatória. Meu marido estava coberto de razão.
A intimidação da Tropa começou muito antes da Lavagem de Roupa Suja, imagino que eles foram pegos de surpresa e tinham tanta convicção que as pessoas estavam assistindo na TV e, que seria impossível, que não tivessem percebido que o voto no Jean foi uma escolha da própria Juliana, que a Tropa calou-se diante de milhares de pessoas que assistiam à TV naquele momento. Os meninos queriam votar na Pink, porque identificavam nela um personagem que poderia se tornar forte, e porque já havia, lá na primeira semana, uma certa irritação com a maneira Pink de ser... O grande erro da Tropa foi consumar a pecha do preconceito ao fazer comentários jocosos a respeito da orientação sexual do Jean. Assinaram em baixo da afirmação do Bial e decretaram sua morte prematura no jogo. Infelizmente, a produção do Big Brother Brasil quis provar toda sua eficiência e, de maneira sistemática, foi queimando, um a um, os membros da TC, sem dó , nem piedade. Arrasaram com a carreira e a vida de sete pessoas, diria mais precisamente de duas, Gê e PA. A Tropa não teve direito a colher frutos no pós BBB.
A fama de ex-BBB é realmente uma fama passageira, meteórica, sendo que a única exceção à regra tem sido o nome da Sabrina Sato. Sabrina foi a única que soube agarrar a oportunidade única de sua vida, ao se juntar à Turma do Pânico, galera do humor trash e irreverente, perfeito para o perfil da japonesinha. Possuidora de um carisma inquestionável e muito bem assessorada pela própria família, Sabrina seguiu se distinguindo entre sessenta e seis candidatos à fama e ao estrelato. No BBB4, muitas fichas foram apostadas na Juliana Lopes, muitos acreditaram que a Ju seria aproveitada pela Rede Globo, acho que, inclusive, a própria Juliana acreditou nesta possibilidade, entretanto, foi mais uma promessa que foi por água abaixo.
Agora falam no nome da Pink para integrar o elenco de Zorra Total... Pode ser... Mas só vou acreditar se, no ano que vem, ao começar o BBB6, a Pink ainda esteja fazendo parte do elenco Global. Jorge Fernando, na Lavagem de Roupa Suja, mandou o recado, de seus colegas de trabalho, para a turma, pretensa candidata à estrelas Globais..."Vocês tem noção de quanto esta fama será passageira?"...Todos responderam que sim. Mas, tenho certeza que no fundo de cada coração existia uma esperança de se tornar uma exceção. No entanto, os ex-BBB´s terão que lutar contra o enorme preconceito, que rola nos corredores da Rede Globo, com relação aos participantes do reality show. Murilo Benício e Deborah Secco podem se declarar fãs do programa, acharem a Grazzi uma gracinha, mas duvido muito que a queiram como colega de elenco, disputando uma vaga na novela das oito.
Nesta primeira semana, fora do jogo, muita purpurina será jogada nos cinco finalistas do BBB5, os eleitos de tio Boninho para consagrar o sucesso de sua direção. No entanto, pouco a pouco, cada um deles cairá no mais completo esquecimento, ficando a busca de notícias restrita a uma parcela muito pequena de fãs ardorosos e fiéis. Com certeza, Grazzi e Alan, garantirão um pouco mais de tempo na mídia, com a história do romance do casal. Pink, talvez, por um tempo, enquanto durar sua participação especial no Zorra Total. Jean, até que suas inúmeras entrevistas comecem a aborrecer o leitor com o mesmo batido tema da perseguição, do preconceito e da homosexualidade... Sammy já foi esquecido.
Pouco a pouco, tudo voltará à velha rotina. Desde o BBB4, que venho notando o quanto as notícias sobre os ex-BBB´s se tornam escassas, nos sites de fofocas, a cada edição. E o BBB5 só veio reforçar esta tendência... Passei a noite de ontem, e hoje, em busca de notícias novas, mas poucos são os destaques dados aos jogadores desta edição, as únicas notícias recentes só falam de Alan e Grazzi. Que eles aproveitem esses quinze minutos de fama! Mas, mesmo assim, muito poucas são as notícias do casal, se formos lembrar a quantidade de notas, na mídia, que cercaram a saída de Thyrso e Manu, no BBB2, e Dhomini e Sabrina, no BBB3. Da Tropa então, achei quase nada... Pois é... E a gente ainda queria entender os motivos da raiva da Karlinha no dia da Lavagem de Roupa Suja...
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Domingo, Abril 03, 2005
Eles parecem ser os cinco meninos de ouro do BBB5... E a mika tem razão, fiquei muito feliz com a participação do Alan no Domingão do Faustão. Mostra que eu me equivoquei pouco com a análise que fiz do Alan no BBB5. Acho que dos finalistas, e mesmo de todos os participantes desta edição, o Alan foi o mais inteligente e consciente de todos. Talvez por isso tenha conseguido trilhar uma história de superação no jogo. O Alan, ao contrário do restante da Tropa, é o único que ainda consegue defender sua participação e de seus companheiros com argumentos claros e bem em cima do ponto crucial deste BBB5, o de não existir bem e mal nesta história mal contada. Talvez eu esteja sendo parcial, mas as participações do Alan e da Grazzi e famílias, foram as mais interessantes deste domingo.
Pink mostrou que, além de não ter fair play e bom humor, também não tem auto crítica. Pink é rígida em seus conceitos e, realmente, acredita ser dona da justiça e da verdade. Aliás, não foi à toa que ela e o Jean se aproximaram tanto... Como os dois são parecidos... Em sua prepotência, em sua maneira implacável de julgar o outro, em sua idéia de que eles sejam os detentores da verdade suprema. Sorte de a Grazzi ter encontrado o Alan no jogo. Alan salvou a Grazzi de embarcar na mesma antipatia e desencanto que a Pink embarcou. Se não fosse por seu romance com o Alan, e pela maneira como ele conseguiu se posicionar na relação com ela no final do programa, a Grazzi teria ido pelo mesmo caminho do rancor, da injúria e da intolerância da Pink...Imagino que a Grazzi tenha consciência disso, agora, que se encontra fora da casa.
É verdade...Grazzi perdeu parte de seu sotaque, Pink de sua alegria, mas o Jean não perde a prepotência jamais. Que nota! Jean falar que tem a capacidade de perdoar a Karlinha...Perdoar de que? De jogar? Mas não é esta a intenção de quem se propõe a participar de um Big Brother? A perseguição que o Jean diz que foi vítima, em nada diferiu da perseguição sofrida pelo Dhomini, no BBB3, ou pela Juliana, no BBB4. Perseguição normal, que todo jogador que é percebido, pelos outros jogadores, como forte dentro do jogo, sofre. Dhomini participou de uns quatro paredões, Juliana de cinco...Foi muito bem lembrado o fato da Juliana também ter recebido seis votos na votação do primeiro paredão. Mas foi tudo encarado na maior normalidade. Juliana passou pelos paredões com a consciência de quem sabia encontrar-se num jogo.
Dhomini tornou-se amigo do Jean ao final do BBB3, mas sem este papo de perdão e redenção. Foi encontro mesmo, de duas pessoas que passaram três meses numa casa, sem trocarem muitas palavras, travando um embate em busca de quinhentos mil reais. Quando acabou a munição do Jean do BBB3, os dois sentaram, conversaram e acertaram suas contas. Na boa, sem sofrimento ou humilhação. Coisa de gente grande...Em todos os aspectos. Jean Whyllys é gente miúda... Em todos os aspectos, também. Gigante tem se mostrado o Alan, com classe, inteligência e visão de jogo e das pessoas. Alan em sua quietude sabe muito mais da vida do que Jean com todos os livros que já leu... Como não gostar deste personagem que foi o Alan Henrique? Não foi o mineiro que teve sorte em ganhar o coração da Grazzi, foi a Miss que teve sorte em encontrá-lo na casa do Projac.
Quanto ao Sammy, bem o Sammy é o Sammy...Ou seja, aquela alegria toda, que continua da mesma maneira aqui fora... Estranha esta participação desses cinco jogadores no Programa do Faustão. Em todas as outras edições, o vencedor mereceu um destaque maior. Ficou claro, na minha opinião, o quanto tio Boninho está creditando o sucesso do BBB5 na participação dessas cinco pessoas...Talvez, um pouco menos para o Sammy...Não sei. Bem, o BBB5 acabou e a maratona de aparições dos finalistas continua amanhã no Vídeo Game. Jean, Alan, Grazzi, Pink, Sammy e Karlinha estarão presentes durante todas semana na telinha da Globo, sábado que vem Pink e Alan no Zorra Total. É...A agenda está cheia, mas apenas para os eleitos ou aqueles agraciados pelo perdão. Quanto aos demais...Bem, este é um assunto para um outro post...
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Minha querida amiga Rô está querendo parar de escrever sobre o Big Brother Brasil. Entendo seu completo desânimo, esta edição do BBB foi pontuada de manipulações descaradas que nos deixaram muitas vezes possessos de raiva e impotência perante o grande poder Global. No entanto, o que seria do BBB5 se vozes como as nossas estivessem caladas? O que seria da net se todos tivessem concordado com as lições de tio Boninho e comprado um discurso pronto e de fácil digestão? A Rede Globo de Televisão manipula as informações bem antes do BBB5, aliás, a poderosa manipula as informações desde que eu me entendo como gente e bem antes disso...O que fazer?
Talvez toda esta desesperança criada com as discussões em torno da atuação da Tropa, a maneira como os meninos foram crucificados, sua completa falta de energia em se defender na Lavagem de Roupa Suja, seja parte deste processo de intimidação. Não podemos ficar acuados como o PA e o Gê, e calar, neste momento, é se render ao jogo de coerção pelo silêncio, pelas verdades não ditas, pelas mentiras plantadas e aplaudidas. Alguém lá no Teleblog comentou que era impossível este discurso da ética e integridade do Jean, sem ninguém realmente conhecê-lo. Concordo. O Jean Whyllys que foi mostrado, mesmo para quem o assistiu no Pay Per View, é apenas uma faceta desta personalidade que, na minha humilde opinião, é muito mais complexa do que julga a vã filosofia dos Globais e daqueles que aderiram ao jeito Jean de ser. E, muitos daqueles que tinham PPV em casa, conseguiram enxergar lapsos na atuação do Jean que foram muito reveladores de sua personalidade. O Jean da TV foi o Jean para consumo interno e externo...O problema não é gostar, ou não, do Jean. O problema é transformá-lo num ícone de uma verdade que não sabemos, em absoluto, se é a dele. Criou-se um Santo com pés de barro...
Fico pensando como seria o real Jean Whyllys. Algumas coisas não batem entre o discurso do professor e as sinalizações em seus paredões. Primeiro, o Jean me pareceu ser uma pessoa com poucos amigos, e estranhei o fato de não ter vindo uma caravana de alunos da Faculdade onde o professor ministra suas aulas de Cultura Baiana...Quem conhece o ambiente universitário sabe que a galera não perderia esta oportunidade de fazer uma grande farra em torno de alguém conhecido... Na minha opinião, esses são pequenos sinais de que existe muito mais a ser dito sobre o Jean, além daquilo que está sendo tão exaustivamente badalado pelo mídia. Mas, notem bem, são pequenos sinais, não quer dizer que sejam verdades...É apenas para que a gente possa refletir...
Não gostaria que a Rô desistisse de postar sobre o BBB, pelo menos, não pelos motivos expostos pela minha amiga... Se a questão é a manipulação, vamos continuar batalhando e discutindo sobre ela. Mas, acredito, também, que não podemos generalizar tanto assim o público que assiste ao BBB e a outros programas de TV, seria fazer pouco demais da inteligência das pessoas creditarmos tudo o que pensamos à manipulação de informações, temos também o nosso direito de escolha... Senão, tudo perde o sentido, até o vislumbre de uma consciência crítica e opinativa. Consciência esta, que muda o mundo, criando uma outra verdade.
Se na época da Ditadura Militar, neste país, todos tivessem desistido ou apenas enxergado que o caminho da luta era o das armas e do confronto aberto, com certeza, ainda hoje seríamos uma republiqueta das bananas governada por trogloditas fardados e autoritários. Os radicais estavam todos presos, mortos ou exilados, os que ficaram, buscaram nos meandros da política e da negociação o caminho da democracia. Chegamos à perfeição? Não, longe disso. Somos uma democracia plena? Não, em absoluto. Mas muito caminhamos na construção de um mundo mais justo...Pelo menos, muito mais justo do que viver numa sociedade onde crítica era crime e o silêncio era imperativo. Nada é ideal na vida. Na verdade, vivemos do que é possível ser vivido, e a grande inteligência de saber viver, é ter consciência desta falta de idealização e perfeição no mundo que nos cerca...
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Sábado, Abril 02, 2005
LAVAGEM DE ROUPA SUJA? ... QUE NOTA...
Na quinta-feira telefonei para uma amiga com quem não conversava há bastante tempo. Íntima deste universo bigbrodiano, minha amiga me surpreendeu ao dizer que havia ficado com a cara inchada de tanto chorar pela vitória do Jean no BBB5. Até tu Brutus? Morri de rir, minha amiga havia sido picada pelo mosquitinho chamado Jean...Pois é... Parece que um grande número de pessoas comprou a história do menino pobre que se tornou professor. Até aí, tudo bem.
O Jean soube vender como ninguém sua imagem no BBB5, e os jogadores estão ali para isso mesmo. Se venderem o melhor possível para ganhar o prêmio, ou, pelo menos, oportunidades quando saírem do programa. O que me espanta, em toda esta história do BBB5, é a convicção com que as pessoas afirmam que houve, realmente, uma vitória do "bem" contra o "mal". Pedro Bial afirmando, em entrevista no dia da Final, que havia se manifestado no publico um desejo por um país ético, é de rolar de rir... Principalmente, quando, ao assistirmos à Lavagem de Roupa Suja ocorrida na última sexta-feira, esta tão falada, e cantada, ética não resiste ao julgamento popular. Foram mostradas cenas de PA e Gê, principalmente, fazendo brincadeiras com a orientação sexual do Jean Wyllys. Jean mostrou-se muito chocado... Tá bom... Mas por que não mostraram também suas queridas amigas Pink e Grazzi fazendo o mesmo na cozinha do BBB, na semana que a Pink resolveu se estressar com o Jean? Elas não são éticas? Ou esta regra só vale para os meninos da Tropa? Também não dá para esquecer que a votação estava empatada na net e o desempate foi feito pelas ligações telefônicas...Ué...A votação pelo Site Oficial não saiu do ar lá pelo meio da transmissão da Final? Vixe!
Na verdade, é tudo um grande jogo de palavras. E uma grande montagem para justificar uma novelinha e garantir expressivos pontos na audiência. No BBB5 nunca existiu o bem nem o mal, existiu apenas um grupo de pessoas correndo atrás de um milhão de reais, fazendo o que sabiam e podiam para garantir seu lugar na final do programa. No entanto, o discurso foi tão bom, que até o goleiro, o Gê e o PA compraram este papo de pedir desculpas e sair com o rabinho entre as pernas. Da galera da Tropa, as melhores performances foram da Aline, Tati Rio e Juliana, que se limitaram a ficar de boca fechada. Tem momentos que é melhor ficar calada do que sair falando bobagens. Natália ensaiou uma defesa de sua participação, mas perdeu seus argumentos no meio do caminho.
Mesmo a presença da Karlinha não foi das melhores. Karlinha estava com uma expressão fechada e raivosa grande parte do tempo. Não sei o que ocorreu nos bastidores, mas a Karla não estava bem... E perdeu uma boa oportunidade de ficar calada ao tentar cutucar a Grazzi. Ficou feio, pareceu inveja de quem se sentiu fracassada perante outra mulher. Não tinha sentido a Karla falar que não teria ficado com o Alan porque ele tinha namorada fora do programa... Afinal, Karlinha passou o tempo inteiro na casa suspirando pelo Gê. Karla deu chances à Grazzi de lhe jogar isso na cara... Desnecessário e, mais uma vez, prejudicial à imagem da Karlinha. Se ela estava tão magoada com os acontecimentos do programa, que usasse s | |